DA REDAÇÃO: Produtores brasileiros ainda terão boas oportunidades para comercializar a safra, diz consultor

Publicado em 12/07/2013 13:44 e atualizado em 12/07/2013 16:07
China: Redução no PIB da China não afeta a compra de alimentos dos outros países. Nação asiática está comprando soja, milho e trigo e continuará comprando de vários países, aponta consultor. Nesta sexta-feira (12), mercado deverá fechar nos níveis mais baixos, mas recuperará na próxima semana. Situação das lavouras norte-americanas está ruim.

Após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado internacional opera em baixa nesta sexta-feira (12). As principais posições da soja exibiam perdas entre 27 e 44 pontos, por volta das 15h30 (horário de Brasília). Ao longo das negociações o contrato julho/13 da commodity já registrou queda de mais de 60 pontos. Os futuros do milho e do trigo também trabalham do lado negativo da tabela.

Para o consultor de mercado do SIMConsult, Liones Severo, o recuo nos preços futuros é decorrente de um movimento técnico, normalmente registrado no meio de cada de mês. “Todo mês acontece isso, nesta sexta-feira o mercado deverá fechar nos níveis mais baixos do dia, mas na semana que vem recupera tudo novamente”, afirma.

Paralelo a esse cenário, a demanda permanece aquecida no mercado de commodities agrícolas. Ainda nesta sexta-feira, o USDA reportou a venda de 960 mil de toneladas de milho para a China, com entrega na temporada 2013/14. Nos últimos dias, os chineses adquiriram mais de 25 navios do cereal norte-americano.

A nação asiática também tem comprado trigo em vários países do mundo, especialmente, EUA, Canadá e Austrália. “Eles estão recompondo os estoques, já que existe um déficit de alimentos no mundo e como os chineses têm dinheiro vão se proteger com estoques de garantia. E a diminuição no PIB do país não afeta as compras de alimentos. A China deverá comprar 15 milhões de toneladas de milho”, explica.

Frente a esse cenário, os produtores brasileiros ainda terão boas oportunidades, entre agosto e setembro, para comercializar a produção, conforme sinaliza o consultor. “E com preços mais altos do que os que estão agora, será um bom momento não temos que ter pressa para vender, temos que prestar a atenção nos preços e no momento para realizar esse comprometimento”, orienta Severo.

Por outro lado, as condições nas lavouras norte-americanas não são favoráveis e, na visão do consultor, haverá abandono de área nos EUA tanto na soja como no milho. A expectativa é que a safra deste ano seja melhor do que a produção anterior, que sofreu com a forte estiagem que atingiu o país. “Mas ainda não passamos o momento crítico da safra americana, mas haverá abandono de área, pois a remuneração do seguro garantia é bom e os produtores norte-americanos irão se proteger abandonando as áreas”, ressalta o consultor.

Fonte: Notícias Agrícolas

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