DA REDAÇÃO: Milho – Avanço da colheita pressiona preços e saca do cereal é negociada a R$ 17,00 em GO
Nesta terça-feira (16), os futuros da soja e do milho operam do lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago. A oleaginosa lidera os ganhos e, por volta das 15h20 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam altas entre 19,50 e 23,75 pontos. Em contrapartida, os futuros do trigo registravam ligeiros recuos no mesmo horário.
O economista e analista de mercado da Faeg (Federação de Agricultura do Estado de Goiás), Pedro Arantes, explica que a tendência é positiva para as cotações da soja, já que até o mês de setembro não há produção entrando no mercado. No caso do milho, a perspectiva é de preços mais baixos do que os atuais, em função da expectativa de uma grande safra nos Estados Unidos e da safrinha brasileira.
Entretanto, o analista destaca que a safra norte-americana ainda será definida nos próximos 40 dias e que os próximos 35 dias serão decisivos para o desenvolvimento das plantações no país, uma vez que as lavouras entram em fase de floração e enchimento de grãos. “Os produtores devem ficar de olho, e caso o clima seja favorável os produtores norte-americanos deverão colher uma grande produção de milho e os preços podem cair a níveis mais críticos do que os atuais. Na soja ainda pode sustentar mesmo com a safra cheia nos EUA”, afirma Arantes.
No mercado interno brasileiro, a evolução da colheita do milho safrinha em várias regiões produtoras tem pressionado os preços do cereal. A situação se repete em Goiás, que com o recuo nas cotações, a comercialização do produto também diminuiu nos últimos 30 dias. Na região, a saca do milho é negociada entre R$ 17,00 e R$ 18,00, enquanto que o preço mínimo fixado pelo governo é de R$ 17,40 a saca.
Diante dessa incerteza, os produtores rurais e representantes do setor já solicitaram que o governo inclua o estado nas operações de sustentação de preços, que estão ocorrendo nas últimas semanas. “O agricultor depende das estratégias do governo. Os produtores também não devem realizar a colheita do milho tão rapidamente e tentar ir negociando a produção”, diz Arantes.
O analista ainda orienta que os produtores brasileiros que ainda tiverem soja não segurem o produto até o final de agosto, uma vez que à medida que a safra norte-americana se concretizar como uma grande produção, os preços deverão ficar pressionados negativamente.