DA REDAÇÃO: Milho – Avanço da colheita pressiona preços e saca do cereal é negociada a R$ 17,00 em GO

Publicado em 16/07/2013 13:37 e atualizado em 16/07/2013 15:43
Grãos: Movimento de alta para a soja tem perspectiva de sustentação até setembro. Para o milho, com a produção da safrinha crescendo, preços devem cair. Em Goiás, avanço da colheita do milho pressiona os preços. Estado fez solicitação ao governo para sustentar os valores, que giram em torno de R$ 17 a R$ 18 a saca, segundo analista. Se safra americana for boa, tendência de próximos preços é de baixa.

Nesta terça-feira (16), os futuros da soja e do milho operam do lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago. A oleaginosa lidera os ganhos e, por volta das 15h20 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam altas entre 19,50 e 23,75 pontos. Em contrapartida, os futuros do trigo registravam ligeiros recuos no mesmo horário.

O economista e analista de mercado da Faeg (Federação de Agricultura do Estado de Goiás), Pedro Arantes, explica que a tendência é positiva para as cotações da soja, já que até o mês de setembro não há produção entrando no mercado. No caso do milho, a perspectiva é de preços mais baixos do que os atuais, em função da expectativa de uma grande safra nos Estados Unidos e da safrinha brasileira.

Entretanto, o analista destaca que a safra norte-americana ainda será definida nos próximos 40 dias e que os próximos 35 dias serão decisivos para o desenvolvimento das plantações no país, uma vez que as lavouras entram em fase de floração e enchimento de grãos. “Os produtores devem ficar de olho, e caso o clima seja favorável os produtores norte-americanos deverão colher uma grande produção de milho e os preços podem cair a níveis mais críticos do que os atuais. Na soja ainda pode sustentar mesmo com a safra cheia nos EUA”, afirma Arantes.

No mercado interno brasileiro, a evolução da colheita do milho safrinha em várias regiões produtoras tem pressionado os preços do cereal. A situação se repete em Goiás, que com o recuo nas cotações, a comercialização do produto também diminuiu nos últimos 30 dias. Na região, a saca do milho é negociada entre R$ 17,00 e R$ 18,00, enquanto que o preço mínimo fixado pelo governo é de R$ 17,40 a saca.

Diante dessa incerteza, os produtores rurais e representantes do setor já solicitaram que o governo inclua o estado nas operações de sustentação de preços, que estão ocorrendo nas últimas semanas. “O agricultor depende das estratégias do governo. Os produtores também não devem realizar a colheita do milho tão rapidamente e tentar ir negociando a produção”, diz Arantes.

O analista ainda orienta que os produtores brasileiros que ainda tiverem soja não segurem o produto até o final de agosto, uma vez que à medida que a safra norte-americana se concretizar como uma grande produção, os preços deverão ficar pressionados negativamente.

Por: Fernanda Custódio e Kellen Severo
Fonte: Notícias Agrícolas

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