DA REDAÇÃO: Milho - Em MT, armazéns ainda disponíveis cobram 10% do valor do produto para estocar o cereal
A falta de capacidade para armazenar a safrinha de milho tem preocupado os produtores rurais mato-grossenses. Pelo primeiro ano, o município de Sorriso (MT) enfrenta essa situação. A deficiência é tão grande que já há milho estocado a céu aberto no estado. Cerca de 30% da produção do cereal ainda precisa ser colhida na região.
Além disso, os armazéns ainda disponíveis cobram preços mais altos. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Sorriso (MT), Élso Vicente Pozzobon, alguns armazéns cobram ao redor de 10% do valor do produto. “Temos uma alteração nos custos considerável este ano”, afirma.
No estado, a saca do cereal é comercializada entre R$ 9,50 e R$ 10,00, valor abaixo dos custos de produção e menor do que o preço mínimo estabelecido pelo governo, de R$ 13,02. Frente a esse cenário, o presidente destaca a importância dos leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) para a equalização das cotações, já que o mercado ainda não consegue oferecer nem o preço mínimo.
“A procura por crédito na nossa região é grande, mas ainda é preciso percorrer um longo caminho. Precisamos construir armazéns, a produção evoluiu e o sistema de escoamento da produção é deficiente”, ressalta o presidente.