DA REDAÇÃO: Em dia de poucos negócios em Chicago, soja fecha em terreno misto
Os contratos futuros da soja terminaram a sessão desta quarta-feira (17) em terreno misto na Bolsa de Chicago. Apenas o primeiro vencimento, agosto/13, fechou o dia com leve alta de 2,25 pontos e os demais com baixas entre 2,50 e 6,25 pontos. O mercado caminhou de lado frente ao quadro de fundamentos já conhecido no curto prazo e ainda sobre a incerteza climática nos Estados Unidos. Porém, os preços passaram por um movimento de realização de lucros depois do significativo avanço da última sessão.
De acordo com o analista de mercado da Newedge, baseado em Nova Iorque, Daniel D’Avila, o dia também foi de pouco negócios em Chicago. Cerca de 100 mil contratos foram negociados, apenas dois terços do total tradicionalmente firmado (150 mil contratos diários). Essa lentidão se confirma porque os participantes do mercado ainda aguardam uma definição climática nos EUA para avançar nos negócios.
Assim, a tendência para os próximos pregões é de volatilidade, visto que os mapas climáticos para as principais regiões produtoras de grãos dos EUA estão muito indefinidos. Após as últimas previsões indicarem dias mais quentes e secos, os novos já apontam para um clima mais úmido e com temperaturas mais baixas, ou seja, mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.
Assim, agricultores norte-americanos tem comercializado poucos volumes de soja da nova safra do país. D’Avila avalia que cerca de 12 mil toneladas foram vendidas até o momento, o que representa apenas entre 10 e 15% da expectativa a ser produzida. A previsão é de que em meados de agosto, somente, com uma definição real de quanto poderá ser produzido de grãos nos EUA, o mercado se defina em alta ou baixa para os preços futuros.
Para os brasileiros, o momento é oportuno, visto que a cotação do dólar caminha em oscilações bastantes positivas e acompanham as altas internacionais da soja. Por outro lado, os produtores estão bastante capitalizados e também esperam melhores valores em Chicago para travar mais negócios.