DA REDAÇÃO: Após sessões de baixa, soja opera em alta na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (19)
Após algumas sessões de baixa, a soja opera em alta na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (19). Com a expectativa sobre o clima, o desenvolvimento da safra norte-americana e a baixa oferta disponível, as cotações devem se manter em torno de US$ 15,00/bushel, com o mercado realizando lucros quando possível.
No mercado interno, o que interfere na formação de preços para a soja é a logística. De acordo com a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), o estado de São Paulo (SP) possui 380 mil caminhões, enquanto a o Mato Grosso do Sul (MS) tem uma frota de 21 mil caminhões, além de não possuir hidrovias ou ferrovias para escoar a produção, o que deixa os preços do frete muito elevados. Um frete do MS para o Rio Grande do Sul (RS) girava em torno de R$ 125,00/tonelada, porém, com a falta de infraestrutura na região, esse valor já está em R$ 170,00/tonelada, impactando diretamente na formação de preços, principalmente para o milho e a soja.
Além disso, a dificuldade logística influencia na comercialização, uma vez que os produtores tendem a segurar seus produtos. Durante os meses de agosto e setembro o problema ainda deve permanecer porque o MS e o Mato Grosso (MT) produzirão grandes safras, mantendo o preço do frete elevado.
No último mês, as cotações em Chicago subiram e o valor do dólar também, o que valorizou os preços da soja no mercado interno, com soja sendo vendida a R$ 61,00/saca. Segundo Leonardo Mussury, da Bocchi Administradora de Negócios, o melhor momento para vender a soja já passou, já que se a safra norte-americana correr em ritmo normal durante os meses de agosto e setembro, Chicago deve operar abaixo dos níveis atuais, o que também influenciará os preços brasileiros. Em Dourados (MS), a soja está a R$ 57,00/saca.
Milho: De acordo com Leonardo, se os produtores continuarem segurando o grão até novembro, na expectativa de não vender a R$ 15,00/saca, em dezembro e janeiro a situação será pior, uma vez que não haverá espaço para armazenar esse milho e os preços não devem melhorar, mesmo com a interferência do governo. Em Dourado, o preço da saca disponível está em R$ 16,80.