DA REDAÇÃO: Boi – Com oferta restrita e consumo elevado, a tendência é de preços firmes
As cotações do boi gordo apresentaram uma valorização durante o mês de junho. Os pecuaristas que confinaram os animais durante o mês de maio aproveitaram o tempo favorável para manter os bois no pasto e agora vendem o gado.
O analista de mercado da Gradual Investimentos, Élio Micheloni, destaca que com os baixos preços da arroba nos meses anteriores o volume confinado durante o mês de julho foi pequeno. Já no MT, há o semi-confinamento e o confinamento, em função da alta produção de milho no estado.
“O produtor de milho às vezes compra o boi, pois ao invés de vender o cereal com preços mais baixos, o agricultor prefere transformar o grão em proteína, é uma estratégia financeira positiva. Por isso, vemos o aumento no interesse de confinamento do MT”, explica Micheloni.
Além disso, para fazer o confinamento, os pecuaristas precisam fazer a conta entre os custos de produção da arroba frente os preços no mercado futuro. Diante desse cenário, os produtores ficaram desestimulados para realizar o confinamento, já que a conta não fechava.
Paralelo a essa situação, o analista destaca o frio também deve impactar o mercado a curto prazo, uma vez que as geadas podem atingir as pastagens. “Com isso, poderemos ter uma oferta maior de boi a pasto e os preços podem recuar entre R$ 1,00 e R$ 2,00. Mas ainda observamos a oferta de gado restrita, o consumo interno elevado ultrapassando 3 milhões de toneladas e os bons números das exportações”, afirma.
A tendência para o mercado do boi gordo é de preços firmes. “Passando o frio teremos um mercado mais claro e esperamos que a oferta seja bem maior do que a demanda, o cenário é favorável às cotações”, finaliza Micheloni.