DA REDAÇÃO: Sem confirmação de geadas no Brasil, cotações para o café na NYBOT encerram com forte queda
Nesta sexta-feira (19), a Bolsa de Nova York encerrou em baixa para o café, com perdas de mais de 450 pontos nos principais vencimentos, o que se deve, em curto prazo, ao mercado de clima e a prêmios de risco climático.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Maurício Muruci, Nova York está extremamente volátil, principalmente nos últimos 2 dias, em função de especulações sobre a ocorrência de geadas em regiões produtoras do Brasil: “Como essas especulações não se confirmaram, as cotações caíram, devolvendo os ganhos da última quinta-feira (18), quando esses boatos tiveram início”.
No entanto, o acompanhamento climático do Brasil ainda pode trazer fortes oscilações para o mercado. Hoje (19) existe uma massa de ar polar no sul do país que poderá ser sentida na região centro-sul no início da semana e, com isso, as especulações em relação ao clima podem voltar, provocando altas na Bolsa, porém, com o enfraquecimento das especulações, as cotações voltam a cair.
Segundo Maurício, nesse momento de início de colheita os produtores devem estar atentos ao mercado climático, que favorece a valorização dos preços, para aproveitar os repiques de alta e efetuar vendas, descontando as perdas que vinham acontecendo, uma vez que com a entrada da safra brasileira a tendência é de baixa para os preços.
O governo deve tirar 10 milhões de sacas de café do mercado gradualmente ao longo dos próximos 2 anos, porém, para este ano, 4 milhões de saca deverão ser retiradas em contratos públicos de opções. Maurício afirma que esse volume não é suficiente estritamente para os preços baixos, mas que exercem um grande impacto psicológico no mercado, o que já é extremamente válido para resolver a atual situação dos cafeicultores. No entanto, é necessário agilidade na implantação desses contratos para que o impacto seja maior e fortaleça ainda mais os preços.