DA REDAÇÃO: Entrada de bois confinados não devem pressionar mercado expressivamente
Nesse momento, tem início a oferta de animais confinados no mercado do boi gordo, com um volume que irá se intensificar gradativamente até outubro. Em agosto haverá mais animais confinados sendo liberados do que durante este mês, porém a oferta de animais de pasto será menor devido à chegada da seca.
No entanto, segundo a analista da FCStone, Lygia Pimentel, 90% dos bois brasileiros ainda são de pasto, com isso a entrada de animais confinados não deve pressionar os preços para baixo de forma expressiva: “A expectativa é que a entressafra coloque no mercado preços mais altos no segundo semestre”.
As escalas de abate aumentaram da semana passada até agora devido à seca dos últimos 15 dias, o que começa a incomodar os pecuaristas, aumentando a disponibilidade de animais que já estão gordos nesse momento, uma vez que os preços também estimulam as negociações. As previsões de geada também podem aumentar essa oferta, mas, por enquanto, ainda não há excesso de oferta de bois.
De acordo com Lygia, o consumo interno de carne bovina está em níveis historicamente interessantes devido ao aumento do poder de compra dos brasileiros nos últimos 10 anos. Por outro lado, o endividamento também se elevou e a diferença de preço entre a carne bovina e as carnes de frango e suína é grande e o consumidor endividado opta pelas carnes mais baratas, principalmente no fim do mês. Porém, com a virada do mês e o recebimento dos salários, as compras tendem a ser impulsionadas, o que pode ajudar, apesar de que a tendência para todo o ano é que os níveis atuais sejam mantidos. No entanto, as exportações têm bons resultados, principalmente frente à alta do dólar, o que deve continuar.