DA REDAÇÃO: Nesta sexta-feira (9), soja encerra segunda sessão consecutiva de altas na CBOT

Publicado em 09/08/2013 11:14 e atualizado em 09/08/2013 14:41
Soja: Mercado tem sessão de alta nesta sexta-feira (9) com boas notícias sobre a demanda, principalmente da China, e alertas com o clima nos EUA. Nesta segunda-feira (12), USDA traz novo relatório de oferta e demanda e pode apontar redução na produtividade de soja.

Nesta sexta-feira (9), a soja encerrou o pregão eletrônico da Bolsa de Chicago com cotações positivas. Após baixas nos preços no início desta semana e também na última semana, a soja se recupera na segunda sessão consecutiva de altas.

De acordo com o consultor de mercado, Glauco Monte, essa recuperação se deve a 3 motivos: “Um dos pontos é que depois das quedas os preços se tornaram atrativos ao consumidor, que alocou algumas compras e isso ajudou a suportar o mercado. Outro ponto é que nesta última quinta-feira (7) saiu o relatório de exportação dos EUA, confirmando um volume expressivo de exportação norte-americana para a safra nova e isso mostra que o consumidor está vendo esse nível de preço como atrativo e está acelerando as compras quando o mercado tem quedas mais fortes. O último ponto é a divulgação de um novo relatório do USDA na próxima segunda-feira (12), que poderá reduzir a estimativa de rendimento para as lavouras de soja dos EUA, uma vez que esta semana foram divulgadas várias estimativas de rendimento de consultorias privadas e a maioria saiu abaixo do número do USDA. Esses novos dados podem dar suporte ao mercado, sendo que alguns operadores já se posicionaram liquidando posições vendidas com o receio de que o USDA reduza a previsão de rendimento para a soja e isso pode fazer o mercado manter esse ritmo mais altista dos últimos 2 dias”.

Essa estimativa de redução na produtividade vem por meio de problemas climáticos pontuais em algumas regiões produtoras dos EUA, já que, no geral, o clima no país corre bem durante a safra. Por outro lado, o USDA estima uma safra com rendimentos recordes, mas para isso seria necessário uma safra sem problemas do início ao fim e nos EUA houve atraso no plantio, além de problemas pontuais com o clima. Porém, mesmo com essa possível redução na estimativa de produtividade, a safra norte-americana continua grande, mas não um recorde.

A China deve importar cerca de 10 milhões de toneladas de soja a mais da safra nova dos EUA do que em reação a última temporada. No entanto, Glauco afirma que isso ainda tem que se confirmar, uma vez que se a China comprar 69 milhões de toneladas, o consumo mensal do país deveria ser 5,5 milhões de toneladas, o que é uma média alta.

“Porém, os preços da soja mais baixos do que nos últimos anos incentivam a formação de estoque e a China poderá ser mais expressiva nas compras. O país também deve importar mais milho e isso é um fator de suporte, uma vez que a demanda é importante para os preços, já que a produção será grande”, completa Glauco.

Milho: O grão encerrou o pregão eletrônico desta sexta-feira (9) com uma leve baixa nas cotações. O milho já passou o mês de julho, que é crítico para a produção, e a safra está definida com um grande volume.

Glauco diz que o milho, ao contrário da soja, veio com aumento nas estimativas de rendimento privadas, com isso o relatório do USDA também pode apresentar uma revisão para cima, o que poderia ser um movimento baixista para os preços. Porém, a demanda por milho também é forte, já que a safra chinesa enfrenta problemas com a seca e o país pode aumentar o seu volume de importação.

Por: e Carla Mendes E
Fonte: Notícias Agrícolas

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