DA REDAÇÃO: Safra 2013/14 – Área cultivada com milho deve apresentar redução de até 20% em Guarapuava (PR)

Publicado em 18/09/2013 10:22 e atualizado em 18/09/2013 11:55
411 exibições
Safra 2013/14: Em Guarapuava (PR), plantio da soja deve começar no mês de outubro. Cerca de 20% da produção já foi negociada antecipadamente. O milho começou a ser semeado na semana anterior e as lavouras já foram atingidas pela geada desta quarta-feira (18). Área cultivada com o cereal deve recuar em torno de 20%.

Os produtores rurais da região de Guarapuava (PR) já deram início ao plantio da safra de verão. Com as boas chuvas no final de semana, entre 50 a 80 mm, os agricultores começaram a semeadura do milho. As lavouras recém-cultivadas foram atingidas pela geada da madrugada desta quarta-feira (18), mas os possíveis danos ainda serão avaliados.

Para o presidente do Sindicato Rural do município, Rodolpho Botelho, a geada foi de intensidade moderada, porém a expectativa é que as plantações do cereal consigam recuperar parte do potencial produtivo. Entretanto, as culturas de inverno, trigo e cevada, estão na fase reprodutiva e podem registrar prejuízos maiores.

Nesta safra, a perspectiva é que a área cultivada com o milho apresente uma redução entre 15% a 20%. Assim como em outras regiões produtoras do país, os agricultores devem migrar do plantio do cereal para a soja, devido aos bons preços do grão e os custos mais baixos.

“O produtor de milho está desanimado, na relação de troca, precisamos de três sacas de milho para equivaler a uma de soja. Com o excesso de produção do cereal no Centro-Oeste, a dificuldade de exportação, preços baixos, o mercado de soja se torna mais interessante. E com a quebra na safra norte-americana de soja, os preços da oleaginosa estão satisfatórios”, destaca o presidente.

Até o momento, em torno de 20% da produção de soja da cidade já foi negociada antecipadamente. Os agricultores conseguiram fechar contratos futuros até R$ 65,00 a saca do grão. O valor, na visão do presidente do sindicato, cobre os custos de produção e dá margem ao produtor.

“Principalmente, para os que negociaram os insumos antes. Agora, os preços estão mais altos, a semente também está mais cara e tem os custos com a mão-de-obra. O grande desafio desta safra é o planejamento da produção com qualidade, para que o agricultor consiga enfrentar as intempéries do campo e conseguir o máximo do potencial produtivo das plantas”, acredita Botelho.

As expectativas é que sejam colhidos em torno de 11 mil quilos de milho por hectare e até 4 mil no caso da soja, caso o clima seja favorável ao desenvolvimento da safra de verão, conforme sinaliza o presidente.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

0 comentário