DA REDAÇÃO: Sindicato de Sinop ganha ação contra a Monsanto e declara que produtores não abrirão mão de seus direitos

Publicado em 11/10/2013 13:56 e atualizado em 11/10/2013 15:50
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Royalties: Justiça dá ganho de causa ao Sindicato Rural de Sinop/MT em ação contra a Monsanto. Empresa estava exigindo, no ato da venda da Intacta, a renúncia, por parte dos produtores rurais, da ação da restituição dos royalties cobrados indevidamente pela tecnologia RR1.

Os produtores de Sinop, Mato Grosso, conseguiram uma vitória nesta sexta-feira (11). Eles ganharam uma ação civil que lhes garante o direito de comprar a tecnologia Intacta, da empresa Monsanto, sem abdicar de seu direito de ter restituídos os royalties cobrados indevidamente na RR1. O ganho de causa foi dado pelo juiz Alex Nunes Figueiredo. 

De acordo com o vice-presidente do Sindicato Rural de Sinop, Antônio Galvan, explica que os produtores tiveram que entrar na Justiça para exigir seus direitos. “Se eu compro uma tecnologia e pago por ela, porque eu tenho que dar explicações a alguém e até dar acesso à minha propriedade? Isso fere os direitos do produtor rural”. E completa “Nós vivemos em um país democrático e temos que lutar por nossos direitos... Acho que a biotecnologia é uma coisa muito boa e inclusive tem que ser remunerada. Mas nós não podemos ficar reféns da forma que eles querem”.

Galvan diz ainda que correm boatos sobre biopirataria. “De repente aparece essa famigerada lagarta e ao mesmo tempo aparece uma tecnologia que resolve o problema. Isso é estranho e envolve muitas denúncias até de biopirataria”.

Lei dos Cultivares
Outra questão que preocupa os produtores, segundo Galvan, são as tentativas de alguns deputados em alterar a Lei dos cultivares, que garante aos produtores o direito de guardar as sementes para a próxima safra. “É um absurdo, não tem lógica nenhuma. O produtor tem que ter o direito de salvar suas sementes, sim! Lá nos Estados Unidos o produtor não tem mais esse direito, então eles ficam nas mãos da Monsanto. Nós não abriremos mão desse direito”. 

Por: João Batista e Fernanda Bellei
Fonte: Notícias Agrícolas

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