DA REDAÇÃO: Safra 2013/14 – Produtor de Patos Minas (MG) aguarda chuvas para iniciar o plantio da soja

Publicado em 14/10/2013 16:15 e atualizado em 14/10/2013 17:09
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Safra 2013/14: Produtores rurais de Patos de Minas (MG) esperam as chuvas para iniciar o plantio da soja. Área com milho deve recuar em torno de 30%, já que os agricultores irão migrar para o cultivo da oleaginosa. Até o momento, cerca de 70% da safra foi negociada antecipadamente, com preço de R$ 58,00 a saca.

Na região de Pato de Minas (MG), com as primeiras chuvas os produtores deram início ao plantio do milho. Entretanto, os agricultores ainda aguardam precipitações mais expressivas para começar a semeadura da soja. As previsões climáticas apontam para chuvas esparsas para os próximos dias. 

E assim como em outras regiões produtoras do país, os agricultores da localidade também devem migrar do plantio do milho para a soja. A expectativa é que a área cultivada com o cereal recue, em torno de 30% nesta safra, conforme destaca o presidente do Sindicato Rural da cidade, Cláudio de Carvalho. 

“Não é na mesma proporção que o estado do Paraná, por exemplo, uma vez que estamos em uma grande bacia leiteira e tem por tradição plantar o milho. Mas, com certeza, os agricultores devem migrar para a soja, os produtores já procuram sementes da oleaginosa precoce, para plantar a safrinha de milho no próximo ano”, afirma Carvalho. 

Além disso, com os preços mais altos no mercado brasileiros, os agricultores da região já negociaram antecipadamente em torno de 70% da produção de soja. Com preços médios de R$ 58,00 a saca. E a estimativa é que sejam colhidas, em média, entre 55 a 65 sacas de soja por hectare. 

No caso do milho, as cotações da saca giram em torno de R$ 20,00 a R$ 22,00. “Valores que cobrem os custos de produção tanto na soja como no milho, mas também depende dos investimentos em tecnologia, no entanto, nos permite plantar e almejar boa colheita e bons lucros”, destaca o presidente do sindicato. 

Por outro lado, a migração de uma cultura para outra preocupa os produtores, já que caso haja um atraso no plantio da soja pode comprometer a semeadura da safrinha. “E temos um corte nas chuvas no final de março e início de abril, porém tudo depende do clima, esse seria o grande desafio para podermos consolidar uma boa produtividade e consequentemente preços aos produtores”, sinaliza Carvalho. 

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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