DA REDAÇÃO: Café - Apesar da oferta ajustada, mercado internacional acredita em super safra no próximo ano e preços não reagem
A próxima safra de café do cerrado promete ser muito boa, assim como a da região de Franca (SP). Porém, no sul de Minas Gerais (MG), da região dos lagos até Belo Horizonte, a safra será mais fraca. Na Zona da Mata, na maioria dos casos a safra de café do ano que vem também não deve ser favorável, uma vez que a produção este ano atingiu cerca de 7 milhões de sacas e em 2014 não deve chegar a 5 milhões de sacas.
Segundo o Superintendente Comercial da Cooxupé, Lúcio Dias, dados de Santos (SP) apontam que o estoque de café em 30 de setembro era de 45 milhões de sacas, dos quais 27 milhões são de arábica e o restante de conillon: “É uma notícia impressionante a mudança dos blends do café robusta para o arábica no mercado externo e também no interno, em que muitas torrefações já trocam com uma rapidez muito grande o café robusta pelo arábica, com isso os estoques do robusta começam a crescer bastante”.
45 milhões de sacas de café em 10 meses equivalem a 4,5 milhões de sacas por mês, sendo que 2,5 milhões de sacas atendem a exportação, 300 mil sacas são para café solúvel e 1,3 milhões de sacas atendem o consumo interno, assim o café praticamente acaba até chegar a próxima safra. Além disso, 3 milhões de sacas dos contratos de opções serão retiradas do mercado. Dias afirma que o balanço de oferta é bastante ajustado, mas o mercado internacional acredita que o Brasil terá uma super safra em 2014 e por isso os preços não reagem, enquanto o mercado brasileiro já enxerga que a próxima safra não será tão boa, com uma produção em torno de 52 milhões de sacas.