DA REDAÇÃO: Exportações de milho são importantes para mercado brasileiro
A demanda mundial por commodities agrícolas continua bastante firme, o que é muito positivo para o agricultor brasileiro que está em trabalho de plantio. No entanto, Anderson Galvão, analista da Celeres Consultoria, recomenda cautela com os acontecimentos de neve nos EUA porque, embora soja e milho tenham fechado em alta nesta quarta-feira (23) na Bolsa de Chicago, não se pode esquecer que o milho saiu de cotações a US$ 7,58/bushel para US$ 4,50/bushel ou US$ 4,60/bushel dependendo do vencimento, ou seja, perdeu-se muito o valor nos últimos 4 meses diante da expectativa de uma safra cheia nos EUA e o cenário para o milho é de neutro para baixista. Já a soja perdeu menos e tem um cenário de neutro para altista.
A tonelada do milho brasileiro está 7 dólares acima da tonelada do milho norte-americano e ainda há um diferencial no preço do frete, além da dificuldade dos EUA colocar o seu produto nos portos. Com isso, os compradores estão procurando milho no Brasil, o que pode colaborar com uma recuperação nos preços.
Segundo Galvão, a participação da exportação no mercado brasileiro hoje é extremamente importante. Desde o início do ano, a projeção da Celeres Consultoria era de que o Brasil teria o potencial de atingir 19,5 milhões de toneladas em 2013 e, mesmo com todos os problemas de logística, mas puxado por uma forte demanda internacional, o Brasil pode ultrapassar 20 milhões de toneladas em exportações de milho, o que mostra a dimensão de quão boa é a oportunidade desse milho no mercado internacional.
Porém, em certo momento uma safra de milho superior a 300 milhões de toneladas dos EUA irá entrar no mercado. Assim, Galvão recomenda ao produtor que vá participando do mercado e travando preços, seja da soja ou do milho, para se precaver de um eventual recuo nessas cotações.