DA REDAÇÃO: Soja - Mercado na CBOT tem pouca representação enquanto prêmios estão descolados

Publicado em 24/10/2013 12:52 e atualizado em 24/10/2013 17:17
Soja: Mercado brasileiro descolado de Chicago, com prêmios bastante elevados nos portos brasileiros. Em novembro, preços devem passar por ajuste e registrar uma nova puxada. Cenário muito aquecido no farelo de soja, com exportações e prêmios recordes, também é positivo para o mercado do grão.

Nesse momento, o mercado na Bolsa de Chicago tem pouca representação, uma vez que os prêmios estão descolados e os mercados que realizam negócios estão muito diferentes da CBOT. No mundo, o farelo está sendo negociado de 80 a 100 dólares por tonelada curta, valor acima dos futuros de Chicago, assim como a soja da safra velha no Brasil, que é negociada no interior a US$ 13,50, 350 centavos acima dos futuros, e a soja norte-americana, que está 100 centavos acima dos futuros, ou seja, todos os mercados estão bastante descolados da CBOT e sendo remunerados por meio do prêmio, isso quer dizer que a soja está subvalorizada durante esse período de colheita nos EUA.

O farelo de soja bateu o recorde de venda semanal desde 1991, mas os EUA tem um grande problema com a falta de divulgação de 3 semanas de vendas de exportações devido a paralisação do governo norte-americano. De acordo com o consultor de mercado do SIMConsult, Liones Severo, a soja irá somar 30 milhões de toneladas dos 37 milhões que tem que exportar até o dia 31 de agosto de 2014. O farelo atingirá 5 milhões de toneladas das 8,2 milhões que serão exportadas até essa mesma data: “Dentro dessa tendência de ritmo de vendas, na qual o Brasil e a Argentina não estão oferecendo o farelo que o mundo precisa, os EUA terá um grande problema com a soja e o farelo, exportando provavelmente até o mês de dezembro deste ano”.

Os estoques nos EUA estão mais reduzidos do que nunca e a soja do país não será suficiente para suprir o mundo, o que significa que o preço deverá subir. A única solução é se o USDA divulgar o relatório de 8 de novembro com dados muito altistas, do contrario os EUA terá grandes dificuldades com problemas de escassez e abastecimento mundial, o que deve impactar nos preços.

Liones afirma que tudo isso trará preços melhores para o produtor brasileiro, que terá tempo para vender a safra nova, sem precisar se apressar. Além disso, o dólar também começa a se reajustar enquanto todos os mercados estão bastante carentes de produto.

Milho: O grão também teve um bom desempenho de exportação, não tanto quanto o trigo e a soja, mas o milho deveria ter um viés de alta porque ele deve equilibrar a soja cuja conta está muito distanciada dos spreads, assim como o trigo. Com isso, ou os preços da soja e do trigo caem ou sobe a cotação do milho para equiparar essa relação, assim é mais provável que o milho suba.

Trigo: Assim como a soja, o trigo também está em falta no mundo e praticamente não existem estoques. Segundo Liones, o Brasil e a China entraram importando trigo no mundo, o que abalou o mercado mundial. Além disso, os portos norte-americanos, australianos e canadenses estão com a logística tomada até dezembro.

Por: e João Batista Olivi E
Fonte: Notícias Agrícolas

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