DA REDAÇÃO: Com crise da cafeicultura, Sindicato dos Trabalhadores de Boa Esperança (MG) registra recisão de 3.600 trabalhadores
Com a crise da cafeicultura, os produtores apenas realizam prejuízos, sendo que o setor é um dos que mais gera emprego no Brasil. Diante desse cenário, o Sindicato dos Trabalhadores de Boa Esperança (MG) já registra a recisão de 3.600 trabalhadores nas cerca de 300 fazendas e sítios da região devido à crise da cafeicultura.
O Presidente do Sindicato Rural de Boa Esperança, Manoel Joaquim da Costa, afirma que não dá mais para tocar o café devido aos custos de produção e, por isso, as lavouras estão sendo abandonadas: “Membros da família de sitiantes que vivam da cafeicultura estão indo para a periferia da cidade na busca de uma alternativa para sobreviver porque a cafeicultura só gera prejuízo”.
Há 90 dias, a Presidente da CNA, Senadora Kátia Abreu, esteve em Guaxupé (MG) e prometeu apoiar uma manifestação em Brasília com cerca de 5 mil cafeicultores caso nenhuma atitude do governo fosse tomada para ajudar o setor. No entanto, nada foi feito e as lideranças da cafeicultura em MG apenas realizam reuniões que não encontram uma solução para o problema.
Enquanto isso, os produtores sofrem com essa crise e estão muito preocupados com os investimentos, uma vez que o pedido de suspensão das dívidas por 90 dias não foi acatado. “Nós estamos cobrando da Senadora porque a palavra dela tem que ter valor, então se ela se comprometeu ela tem que tomar uma atitude”, completa Costa. A crise da cafeicultura não acontece somente em MG, mas em todas as regiões produtoras do país, porém no estado o PIB despencou devido à crise do setor.