DA REDAÇÃO: Avicultura – Com custos elevados do farelo de soja, setor apoia a exportação de produtos com valor agregado
Os custos de produção permanecem elevados aos produtores de aves e suínos. Atualmente, os agricultores têm adquirido a tonelada de farelo de soja, entre R$ 1.250,00 a R$ 1.300,00, produto que compõe 30% dos custos finais do frango.
Diante desse cenário, o presidente da Ubabef, Francisco Turra, defende a exportação de produtos com valor agregado, para que nenhuma produção seja afetada. A ação já é adotada por países, como a Alemanha, que exporta café, inclusive da Colômbia e do Brasil, com valor agregado, situação favorável à balança comercial do país.
Caso contrário, as empresas brasileiras podem reduzir a produção e, consequentemente, os consumidores finais poderão se deparar com preços mais altos nas gôndolas dos supermercados. “Não há outra fórmula, o produtor de frango recebe pouco e de repente, o intermediário é o único beneficiado no processo todo. Não adianta colocar uma montanha de produto no mercado, pois pode colocar a empresa em risco. Algumas empresas já estão se posicionando para reduzir a produção”, destaca Turra.
Além disso, os avicultores têm trabalhado com a margem estreita. Em alguns meses, o produtor consegue se manter no azul, mas outros no vermelho. Apesar do cenário, a expectativa é que o próximo ano seja melhor ao setor. “Temos que saber que a crise passa e a bonança pode não vir por inteiro, mas vai chegando se tivermos crença”, afirma o presidente da Ubabef.