DA REDAÇÃO: Oeste da Bahia recebe status de emergência fitossanitária
No oeste da Bahia (BA) a helicoverpa causou um prejuízo de R$ 2 bilhões na última safra de algodão, porém, nesta última segunda-feira (4), o Ministério da Agricultura decretou a região com o status de emergência fitossanitária, possibilitando que os produtores importem moléculas sem passar pelo Ministério do Meio Ambiente e da Saúde. Os agricultores precisam do benzoato de emamectina para combater a lagarta e, no ano passado, chegaram a importar da Austrália um container com o produto que foi vedado pela Anvisa e agora poderá ser utilizado.
O programa fitossanitário da região, aprovado no último dia 30, irá reger como será o uso e a distribuição dessas moléculas durante todo o cultivo. Segundo Luiz Stahlke, Assessor de Agronegócio da AIBA (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), os trabalhos já se iniciaram e a partir do próximo dia 18 será divulgado aos produtores como deve ser o uso dessas moléculas, principalmente a alternância do uso e a quantidade durante o ciclo produtivo.
A utilização desse novo produto será feita cuidadosamente e também será realizado um estudo para mostrar a eficiência das moléculas e como elas agem no combate à praga. Com isso haverá um período de aprendizado sobre a utilização desse defensivo no combate a helicoverpa.
Stahlke afirma que a Associação de Produtores de Algodão da Bahia, a AIBA, a ABRAPA e outras instituições tiveram um longo trabalho de quase 1 junto a parlamentares para conseguir esse status para o estado.