DA REDAÇÃO: Soja - Com demanda aquecida, potencial de baixa nos preços é limitado
Nesta terça-feira (5), a soja fechou o pregão da Bolsa de Chicago com perdas de 3 a 6 pontos, enquanto o mercado ainda espera a divulgação do relatório do USDA na próxima sexta-feira (8).
De acordo com o analista de mercado, Stefan Tomkiw, a movimentação da sessão foi fraca, com o mercado ainda em compasso de espera para o relatório de oferta e demanda, após 2 meses sem esses dados: “Existe a expectativa de que o USDA traga um aumento no rendimento das lavouras dos EUA, após as chuvas tardias que acabaram recuperando as lavouras”.
Além disso, o USDA também pode trazer uma pequena redução na área colhida da safra de soja norte-americana. Frente a essas alterações, a safra possivelmente será projetada com valores acima do que o Departamento de Agricultura dos EUA estimava em setembro.
Tomkiw afirma que essa é a perspectiva que o mercado vem mostrando, mas a demanda este ano está extremamente agressiva nas compras de soja, principalmente da China, sendo que 76% da estimativa de exportação de soja para os chineses já está cumprida. Esse ritmo de demanda acabou surpreendendo o mercado no início do ano comercial e, mesmo que haja um aumento de oferta, ela não irá conter o aumento do ritmo de exportação. Assim, o USDA também pode fazer uma revisão nos números de exportação, colocando acima do que o previsto no relatório de setembro. Já os dados de estoques devem ser mantidos.
Com isso o mercado ainda tem um potencial de pequena queda, mas já está muito próximo do final em que sazonalmente perde a tendência baixista. Porém, a demanda vem muito forte e essa atual precificação já é um nível relativamente confortável para o que o mercado está trabalhando de estimativa nesse momento, então, se houver uma aceleração na demanda, os preços terão uma forte sensibilidade para cima.