DA REDAÇÃO: Exportação de milho para China pode refletir na próxima safrinha
Notícias de um possível acordo do Brasil com a Argentina para mais importação de milho brasileiro por parte dos chineses são boas para o futuro do mercado interno, uma vez não têm reflexo imediato a ponto de beneficiar os produtores.
Porém, segundo o Presidente da Comigo (GO), Antônio Chavaglia, os agricultores esperam que essa notícia tenha reflexos na colheita da safrinha de 2014, contribuindo para não haver excedente de passagem de um ano para o outro: “Este ano haverá um grande estoque de passagem, o que pressiona bastante os preços no Centro-Oeste como um todo”.
Por outro lado, não adianta haver mais compradores de milho e faltar estrutura logística para realizar a exportação, já que, em outros anos, navios ficaram de 30 a 60 dias encostados aguardando o carregamento do produto até que os importadores desistiram da compra.
Nesse momento, com o atual preço do grão, muitos produtores já estão desestimulados com a cultura. No entanto, Chavaglia afirma que esse cenário pode mudar se houver sinalizações de negócios antecipados porque os insumos têm tido um custo maior devido às novas pragas.
Na próxima safrinha, apenas os custos com insumos em 1 hectare de milho equivalem a cerca de 80 sacas por hectare e, se somados os demais custos, o total chega a 100 sacas por hectare. Esse é valor pensando na saca vendida a preço mínimo, o qual, muitas vezes, não é garantido. Com isso, a incerteza por parte dos produtores de milho é bastante grande e este ano nem 10% dos agricultores já definiram a compra dos insumos para a próxima safra.