DA REDAÇÃO: Exportações de milho não devem prejudicar abastecimento interno, diz Pesquisador do Cepea
As exportações de milho têm avançado bastante, principalmente nos últimos meses. Com isso, o mercado fica inseguro em relação ao abastecimento de milho, mesmo após uma safra recorde.
No entanto, segundo Lucílio Rogério Alves, Pesquisador do Cepea, faltar milho no mercado interno é difícil, já que os dados previstos pela Conab e pelo setor privado até agosto e setembro apontavam 15 milhões de toneladas, o que implicaria em um estoque final em torno de 18 milhões de toneladas no final de janeiro de 2014.
Porém, os números mudaram e se o Brasil exportar 21 milhões de toneladas como a Conab sinaliza, os estoques finais de janeiro ainda ficariam em 13,7 milhões de toneladas, sendo que nos anos anteriores a média ficou entre 5 e 7 milhões de toneladas. Assim, ainda haveria, pelo menos, 5 milhões de toneladas a mais de flexibilidade, que poderiam aumentar as exportações ou ser um ligeiro fator de pressão nos preços de acordo com o histórico de estoques.
Por outro lado, o mercado mudou de tendência em termos de preço nos últimos meses e nos últimos dias houve variações muito expressivas nas cotações, principalmente nos portos de Paranaguá e Santos, refletindo também nas regiões exportadoras, como o Centro-Oeste.
Alves afirma que esse aumento nos preços se deve a demanda aquecida e também a valorização do dólar: “A demanda continua aquecida porque os preços no Brasil estavam menores do que nos EUA e na Argentina, mas, nesse momento, os preços na Bolsa de Chicago estão menores do que no mercado interno, o que pode mudar um pouco o cenário e diminuir o ritmo das exportações, porém, mesmo assim, as exportações ainda têm um fluxo importante ocorrendo”.