DA REDAÇÃO: Produtores do RS controlam helicoverpa com uso de produtos e manejo integrado
No Rio Grande do Sul (RS), a helicoverpa está preocupando os produtores rurais, principalmente por ser uma praga nova e mais agressiva em comparação a outras lagartas. No município de Tupanciretã, na última semana houve o pico da helicoverpa, sendo que na semana retrasada havia sido concentrado o maior número de aplicações para controlá-la.
De acordo com o Engenheiro Agrônomo, Lucas Ludwig, de uma maneira geral, há variações na infestação da praga e no seu controle: “O primeiro ponto é à entrada do produto no momento certo do estágio da lagarta e o segundo é o tipo de produto utilizado, já que os produtores que usaram produtos mais eficazes conseguiram diminuir a infestação”.
No entanto, como a helicoverpa percorre todo o ciclo da soja, a tendência é que o ataque da lagarta volte a acontecer. Por isso, o monitoramento das lavouras é muito importante, uma vez que, até um nível da lagarta os produtores têm um controle eficaz, porém, acima disso, há um alto investimento e um controle não tão satisfatório.
Ludwig afirma que a empresa Syngenta tem, nesse momento, 2 programas para controlar a helicoverpa. Um deles é o Helicoalerta, realizado em parceria com a UPF (Universidade de Passo Fundo), o qual está há 3 meses monitorando a presença da praga: “Foram espalhadas armadilhas em pontos estratégicos em todo o estado e essas armadilhas coletam mariposas que são levadas para identificação na UPF, que mapeia as infestações para auxiliar os produtores no momento certo de realizar a aplicação dos produtos”.
Além disso, a Syngenta também realiza o programa MEP (Manejo Estratégico de Pragas), que envolve o trabalho de produtos, o manejo e uma assistência técnica diferenciada. Ludwig diz que nas sojas com 30 dias os produtores têm utilizado um produto fisiológico, regulador de crescimento, e diamidas quando a soja começa a florescer.