DA REDAÇÃO: Problemas no fornecimento de energia afetam custo de produção dos arrozeiros gaúchos
Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul vivem um momento preocupante no que diz respeito ao fornecimento de energia elétrica para a produção irrigada de arroz. Assim como a zona urbana, a zona rural sofre com oscilações e interrupções constantes de energia, que provocam queimas de equipamentos e obrigam os produtores a consumir energia nos horários de ponta, quando a tarifa é 100% superior à normal.
Em entrevista para a segunda edição do Mercado & Cia., do Canal Rural, o presidente da Associação dos Arrozeiros de Alegrete (RS), Henrique Osório Dornelles, destacou que a zona sul do estado é a que mais sofre com o problema. A fronteira oeste uruguaiana e os municípios de Alegrete e São Borja também encontram dificuldades com o quadro, mas em menor escala.
O problema com a energia acaba por elevar o custo de produção. Além da energia mais cara, os produtores também se veem obrigados a aplicar mais de uma carga de herbicidas e ureias na lavoura, que só são efetivos com a irrigação adequada.
Junto à Farsul, Dornelles prepara um documento para ser enviado para a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Em reunião com a ANEEL nesta quinta (9), a Federarroz já pediu pelo abono das multas por utilizar horário de ponta. "A ANEEL possui responsabilidade total pela adoção ou não desse abono e precisa tomar uma decisão", destaca Dornelles.