DA REDAÇÃO: Soja precoce é risco assumido pelo produtor
Dependente do clima e das boas condições de solo, a soja precoce se desenvolve de diversas maneiras em diferentes localidades. Segundo Áureo Lantmann, consultor do projeto Soja Brasil, do Canal Rural, qualquer imprevisto durante os 100 dias de desenvolvimento pode provocar perdas de rendimento, fazendo com que o cultivo seja um risco assumido para o produtor.
A recomendação de Lantmann é que os produtores não preencham toda a área da lavoura com a soja precoce, alternando com a soja de ciclos mais longos, a fim de equilibrar o rendimento final. "Dependendo do tamanho da área, o produtor não deve ter pressa de plantar e diversificar os ciclos e as variedades que coloca no mercado", sugere.
Lantmann compara também duas cidades visitadas pelo projeto. Enquanto São Gabriel D'Oeste (MS) teve bom rendimento após boas chuvas, Rio Verde (GO) enfrentou uma queda muito grande de rendimento por conta da escassez.
A soja precoce fica menos tempo exposta à pragas, doenças e ervas daninhas, mas, ao mesmo tempo, a falta d'água, a má fertilidade e a falta de cobertura no solo podem comprometer sua rentabilidade.
No entanto, a lagarta Helicoverpa, que figurou como um dos problemas de 2013 para os produtores, já foi superada, causando menor prejuízo. Agora, todas as atenções devem estar voltadas ao percevejo, cuja aparição é maior a cada ano.