DA REDAÇÃO: CNA e Famato não apoiam ocupação em terras indígenas, mas alertam para caso de Suiá-Missu
A Comissão Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) emitiram uma nota afirmando que não apoiam a ocupação de produtores rurais em territórios indígenas. No entanto, eles alertam também na nota que a situação ocorrida na gleba Suiá-Missu é específica.
Os pequenos produtores que foram retirados da gleba para dar lugar a uma área demarcada passam por necessidades e agora estão voltando de forma desesperada ao local porque não foram reassentados pelo Incra.
As entidades relembram na nota que há um decreto federal que determina, em casos como o ocorrido, que o reassentamento dos produtores seja priorizado. Elas temem também que uma situação parecida se repita no território Awá-Guajá, em São João do Caru, onde ocorre uma desintrusão. O Incra está instalado na cidade e cadastrando os produtores, mas não se sabe quando eles serão reassentados de fato.
Subsídios
Os ministros da Câmara de Comércio Exterior têm até o dia 20 de fevereiro para decidir se irão retaliar ou não os Estados Unidos por conta dos subsídios pagos aos produtores de algodão americanos. O Brasil tem o direito da retaliação assegurado pela Organização Mundial do Comércio. Devido aos subsídios, os produtores americanos, por vender seu produto mais barato, derrubam os preços no mercado e prejudicam a livre concorrência. Se retaliados, os Estados Unidos deverão pagar cerca de 800 milhões de dólares.