DA REDAÇÃO: Forte calor e ausência de chuvas castigam lavouras de feijão; ataque da mosca branca também preocupa produtores
A segunda safra de feijão sofre com o calor intenso e a falta de chuvas. Em algumas regiões, os produtores não conseguiram cultivar o grão, no mês de fevereiro, em função da ausência de umidade. Além disso, em Minas Gerais, agricultores já relatam importantes perdas nas plantações devido ao ataque da mosca branca, situação que também se repete no estado de Goiás.
Na visão do analista de mercado da Correpar, Marcelo Lüders, a situação deve refletir na safra que será colhida a partir de maio. “Se o Governo aparecesse com o AGF, talvez não teria necessidade de fazer tanto volume, o mercado iria reagir. A safra não é grande, é concentrada e semana passada já começou a ter uma reação nos preços. E os produtores começam a ter rentabilidade maior para o que foi colhido na primeira safra”, destaca.
Em MG, os preços do feijão nota 9 giram em torno R$ 109,00 e no PR, as cotações estão entre R$ 105,00 e R$ 110,00. No entanto, com as adversidades climáticas lotes com essas notas são raros. Já os notas 7 e 8, que estavam entre R$ 55,00 até R$ 65,00 na semana anterior, reagiram e estão entre R$ 75,00 e R$ 85,00.
Frente a esse cenário, o analista orienta que os produtores que precisem vender o feijão agora, dividam o lote, pois a tendência é que haja correções nas cotações até ultrapassar o preço mínimo, estipulado pelo Governo em R$ 95,00. Além disso, os agricultores devem investir em outras variedades, como feijão alubia, vermelho e rajado.
“Se os produtores plantarem bom volume, os preços irão deprimir. Mas aparentemente a área não será grande, os produtores podem voltar à atenção ao feijão. Podemos ter surpresas e o Governo estará em época eleitoral”, diz Lüders.