DA REDAÇÃO: Números do USDA para safra brasileira de soja são considerados "ultramodestos"
Em entrevista para a segunda edição do Mercado & Cia., do Canal Rural, durante a Expodireto Cotrijal 2014, em Não-Me-Toque (RS), o analista de mercado Carlos Cogo apontou surpresa com os números divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), uma vez que o corte de estoque americano de soja foi considerado "inexpressivo" frente ao movimento de exportação e o número da safra brasileira, de 88,5 milhões de toneladas, foi considerado "ultramodesto" em comparação com as possíveis quebras de safra já registradas.
De acordo com Cogo, a safra brasileira dificilmente deve passar de 86 milhões de toneladas, com perdas já registradas em estados como Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A situação se reflete no mercado de Chicago de forma que ele se encontre volátil, mas o analista aponta que a tendência para os próximos dias é a assimilação das quebras no Brasil e no Paraguai, elevando novamente os preços.
A recomendação de Cogo é que os produtores vendam pausadamente, reservando um saldo para venda no segundo semestre.
Milho - Safra brasileira, na visão do analista, não deve passar de 70 milhões de toneladas. Na segunda safra, a redução de área deve ser de 8%. Com isso, os preços se manterão favoráveis ao produtor de milho, embora haja uma queda com Estados Unidos (EUA) prometendo uma safra recorde do cereal.
Os produtores de ração não são beneficiados pela alta do milho, mas com preços da carne bovina em alta, frangos e suínos devem apresentar uma recuperação.
Trigo - Com escassez de trigo argentino, trigo gaúcho deve ganhar força para abastecer o mercado interno brasileiro, que precisa de 7 milhões de toneladas para se sustentar.