DA REDAÇAO: Números da produção de feijão apresentados pela Conab não condiz com a realidade, afirma analista

Publicado em 17/04/2014 19:11 e atualizado em 18/04/2014 21:17 1375 exibições
Feijão: números para a produção da segunda safra estão superestimados pela Conab. Oferta para o segundo semestre será menor que a prevista e preços podem disparar. No entanto, concentração de oferta no início da colheita em maio, deve pressionar os preços.

Os números da produção de feijão foram discutidos durante a Reunião da Câmara Setorial do Feijão em Brasília, no último dia 16.

De acordo com o analista de mercado Marcelo Lüders, da Correpar, as análises apresentadas pela Conab, que apontam para um volume de 1,4 milhão de toneladas, criaram polêmica. "Temos discutido com a Conab e com o IBGE que não é mais possível fazer uma só análise para todos os feijões... Quando você olha para esse número, de 1,4 milhão de toneladas, dá impressão que as coisas estão resolvidas e que o segundo semestre vai ter tranquilidade de abastecimento, mas quando você olha mais de perto, vê que não é assim". 

Lüders explica que, considerando a produtividade, a safra deverá ser em torno de 1,1 milhões de toneladas, além disso, é preciso diferenciar o volume de produção de cada tipo de feijão. "Por que a gente briga tanto por esses números? Porque o produtor que busca os números da Conab ou encontra esses números na mídia em geral, que não é especializada, ele decide que não vai plantar feijão, pois parece um mal negócio, ele vai plantar outra coisa". Segundo o analista, do 1,4 milhão de toneladas, somente em torno de 600 mil são feijão carioca, a variedade mais consumida no país, portanto, há risco de desabastecimento.

Durante o período de colheita, entre o final de mês de maio e início de junho, acontece uma concentração de oferta no mercado, fazendo com que os preços caiam. 

 

Fonte:
Notícias Agrícolas

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