DA REDAÇÃO: Milho – Em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), chuvas beneficiam lavouras e preços giram em torno de R$ 24/sc

Publicado em 28/04/2014 10:39 e atualizado em 28/04/2014 15:47 404 exibições
Milho: Em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), chuvas beneficiam as lavouras. Ataque do percevejo barriga verde, no início do plantio, aumentou os custos de produção. Rendimento das lavouras deve ficar em 80 sacas de milho por hectare, número menor do que a média do último ano de 100 sacas/ha. Saca do grão é negociada a R$ 24 no mercado disponível. Na soja, quebra foi de 35% na produção devido ao clima seco.

As lavouras de milho da região de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) apresentam boas condições. Até o momento, as chuvas tem beneficiado o desenvolvimento das plantações. Ainda assim, parte da produção foi cultivada fora da janela ideal de plantio e os produtores também reduziram a área semeada. 

O engenheiro agrônomo que atua na região, Edvan Gazola, explica que devido a forte estiagem que prejudicou as plantas, os agricultores optaram por diminuir em 15% a área destinada ao grão. “E também para não fugir muito da janela ideal de cultivo”, afirma.

E, além do clima, os produtores também enfrentaram problemas com o ataque do percevejo barriga verde. Inclusive, no início do plantio, algumas áreas tiveram que ser replantadas devido ao aparecimento da praga.  A situação também aumentou os custos de produção para os produtores rurais. 

Diante desse cenário, a expectativa é que sejam colhidas, em média, 80 sacas de milho por hectare, número menor do que o obtido na safra anterior, de 100 sacas por hectare. Em relação a preços, no mercado disponível a saca do produto é negociada a R$ 24,00, e no mercado futuro, as negociações seguem em ritmo lento.

“O produtor rural está mais cauteloso nesse momento e não quis fazer muitos contratos a futuro, com receio de que aconteça o mesmo que ocorreu com a soja, que teve quebra de até 35% devido à ausência de chuvas. Alguns agricultores chegaram a perder até 50% da sua produção”, finaliza Gazola. 

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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