DA REDAÇÃO: Cafeicultura premiada em evento de cafés especiais fala sobre a importância de produzir com qualidade

Publicado em 09/05/2014 13:39 e atualizado em 09/05/2014 15:17
Café: Produtora faz parte da Aliança Internacional das Mulheres do Café. As mulheres ganham visibilidade na produção de café com qualidade, com o trabalho desenvolvido nos terreiros.

Marisa Sousa Contreras, cafeitultora em Areado-MG, foi uma das participantes do Encontro de cafés especiais realizado em Seattle, EUA, na última semana de abril. Ela faz parte da Aliança Internacional das Mulheres do Café, da qual participam 20 mulheres de países em desenvolvimento. 

A cafeicultora destaca a importância de se fortalecer a cadeia produtiva com café de qualidade. “Quando você fortalece esse ambiente de produção de café e faz dele um ambiente empreendedor, você consegue ter bons resultados, fortalece toda a comunidade ao redor, porque o café é uma bebida social... Ele gera empregos e renda”.

Ao contrário do que se pensa, é possível produzir café de qualidade com muita dedicação, sem precisar aumentar muito os investimentos, afirma Marisa Contreras. “As pessoas acham que é um grande investimento fazer café de qualidade, mas café de qualidade é capricho, determinação... E é aí que a gente chama as mulheres para se envolver, porque elas gostam de detalhes, e onde a mulher está envolvida na cafeicultura, você pode ter certeza de que estamos tendo excelentes resultados”. 

O mercado de cafés especiais está crescendo em todo o mundo, principalmente em países como China e Estados Unidos. Por isso, a cafeicultora garante que é preciso aproveitar este mercado e produzir o que o ele procura. “O mundo olha para gente com bons olhos, mas olha para este crescente mercado de café sustentável, certificado e produzidos com qualidade”. 

Preços flutuantes
Mesmo com a perspectiva de uma forte quebra na produção brasileira nas duas próximas safras, de 2014 e 2015, os preços do café arábica na Bolsa de Nova Iorque continuam voláteis. Esta semana, as cotações registraram fortes perdas e perderam o patamar dos US$ 2,00 a libra-peso. 

Marisa defende que o produtor deve lutar para garantir melhores preços, valorizando sua produção. “Eu acho que nós precisamos de uma nova valorização da origem produtora, ter estratégias para mostrar a origem produtora... A gente precisa estar juntos e mostrar nossa identidade... Quem deveria conduzir o preço é a produção, não o mercado”. 

Ela destaca ainda a importância de se obter informações, conhecer o café que produz e o mercado em que está inserido. “Tão importante quanto saber fazer qualidade é saber vender qualidade... É importante saber trabalhar da porteira para fora”. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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