DA REDAÇÃO: Produtores rurais classificam Plano Safra como “plano eleitoreiro”

Publicado em 19/05/2014 19:26 e atualizado em 19/05/2014 20:08 802 exibições
Plano Safra: Produtores rurais fazem observações e afirmam que planto tem 'caráter eleitoreiro'.

O Plano Safra 2014/15, lançado nesta manhã em Brasília, desagradou muitos produtores rurais que o classificaram de “plano eleitoreiro”. O valor disponível para a agricultura teve alta de 15%, subindo para R$ 156 bilhões, para quem tem crédito, no entanto, a taxa de juros média subiu 1%, indo para 6,5% para custeio. 

“Tivemos mais um festival eleitoreiro do que propriamente de apoio ao produtor rural”, afirmou o produtor rural Valdir Edemar Fries, de Itambé-PR. Fries afirma que o governo não se atentou para o fato de que o produtor rural precisa ter crédito para conseguir os financiamentos. “Hoje temos juros do plano agrícola em alta e isso nos preocupa”.

Ele destaca ainda que os problemas estruturais enfrentados pelo setor são muitos. “A produção aumentou, mas estradas são as mesmas... O Brasil tem um índice de produtividade mais alto independente do plano de safra da Dilma”.

O produtor rural e diretor da Famato Marcos da Rosa, de Canarana-MT, argumenta que o Plano Safra normalmente tem que aumentar seus valores. “A agricultura vem crescendo, tem que fazer esforços nesse sentido, os juros aumentaram 1% em função da taxa Selic está alta, então, com uma logística totalmente defasada e todos os custos Brasil que a gente tem na produção... Alguém tem que pagar esta conta que o produtor não está agüentando pagar”. 

Da Rosa também ressalta que não são todos os produtores que conseguem acesso ao financiamento. “O financiamento é para quem tem crédito e mesmo quem tem crédito, tem dificuldades porque pedem documentos sem cabimento que dificultam a operação”. O produtor diz ainda que a  agricultura é o setor que apóia o PIB positivo no Brasil. 

Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    O Sr. Valdir Fries foi muito feliz em seu ùltimo artigo, antecipando totalmente a conversa demagógica da Presidente da Repùblica, de que o governo investe no agronegócio, e que, ao que parece pela sua fala, è o motivo principal do aumento da safra de grãos. Como se o agronegócio fosse sò isso. Mas o ápice da hipocrisia foi patrocinado pela senadora Kàtia Abreu. Dilma Roussef, afirmou que ouve os produtores rurais, e vejam sò, faz aquilo que reivindicam. Ela pensa que conversar com Kàtia Abreu, não sem desconfiança, è conversar com a classe produtora. Kàtia Abreu também orgulha-se de regulamentar os portos, e quem assistiu, viu o quão deprimente foi a disputa entre ela e Paulinho da Força. O que è de arrepiar, è que a candidata à ministra da agricultura, da candidata presidente, acha que regulamentar vai de encontro ao interesse dos produtores do Paìs. Em quatro anos, o que as duas possuem para apresentar são dois projetos de regulamentação, obrigações dos produtores, e um aumento no volume de financiamentos, na cabeça medíocre delas, fator decisivo e essencial para o desenvolvimento e crescimento da agropecuária nacional. Kàtia Abreu descobriu que afirmar o que não faz e negar o que faz, produz dividendos políticos.

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