DA REDAÇÃO: Milho – Chuvas beneficiam desenvolvimento das lavouras em Campos de Júlio (MT)

Publicado em 26/05/2014 10:28 e atualizado em 26/05/2014 15:57 309 exibições
Milho: Chuvas registradas no final de semana beneficiaram as lavouras de safrinha em Campos de Júlio (MT). A expectativa é que sejam colhidos até 6 mil quilos de milho por hectare. Saca do cereal é negociada a R$ 14,50. No caso da safrinha de soja, a preocupação é com a ferrugem asiática. Até o momento, cerca de 7 aplicações já foram feitas para controlar a doença.

Na região de Campos de Júlio (MT), as chuvas registradas nesse final de semana beneficiam as lavouras de milho safrinha. E com a continuidade das precipitações na localidade, a expectativa é que sejam colhidos até 6 mil quilos de milho por hectare, apesar de parte da safra ter sido cultivada fora da janela ideal. 

O produtor rural do município, Ademir Rostirolla, explica que frente ao período chuvoso, os produtores rurais não conseguiram finalizar a semeadura do grão dentro da janela. “Por isso, as chuvas são importantes em melhorar a expectativa de produção, que já deve ser menor nesta safra em 9% em relação ao ano anterior”, afirma. 

Além disso, nesta safra foram cultivados cerca de 90 mil hectares com o cereal na região, uma redução de 2% em comparação com a safra do ano passado. Em relação ao ataque de pragas, o produtor destaca que, assim como em outras cidades do país, em Campos de Júlio, os agricultores também enfrentam problemas com a quebra de resistência por parte das tecnologias.

A preocupação também se repete na soja, já que com o investimento na safrinha de soja, os produtores já fizeram de 7 até 9 aplicações de fungicidas para controlar a ferrugem asiática. “Essa situação preocupa, pois já estamos pensando na próxima safra e a doença poderá ficar resistente às moléculas utilizadas atualmente”, diz Rostirolla.

Ainda em relação ao milho, os preços do cereal giram em torno de R$ 14,50 na região. Na visão do produtor, o valor deixa a margem de lucros dos agricultores apertada e os preços deveriam estar em pelo menos R$ 16,00, para garantir uma margem razoável e contribuir para manter os produtores na atividade. 

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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