DA REDAÇÃO: Crise na Argentina poderá afetar exportações brasileiras para o país
Na última segunda-feira (16) os Estados Unidos recusou o apelo feito pelo governo argentino para revisar determinações da justiça sobre o pagamento de uma dívida de US$ 1,3 bilhão a credores. Dada a situação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um alerta sobre os impactos que condição pode causar no mercado internacional. Caso a medida seja mantida, a Argentina terá de pagar algo em torno de US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões, com apenas US$ 28 bilhões em caixa.
Segundo explica o economista Roberto Troster, a situação não é iminente, pois há outros recursos que a Argentina poderá recorrer, mas é bastante preocupante. Caso ela se mantenha, o país passará por uma situação de desvalorização, com uma maior inflação e perda de renda. Troster conta que Argentina teve um período de 13 a 14 anos para regularizar a situação econômica no país, mas não aconteceu.
Além disso, deverá afetar diretamente o Brasil, com a restrição de exportações, visto que o Brasil exporta cerca de 20% da produção industrial para a Argentina. Para o economista, o país não deveria assistir a situação de forma passiva, e sim, viabilizar uma linha de crédito para os argentinos. Isso seria possível com o Sistema de Pagamentos em Moeda Local, que já ocorre entre os dois países e permite que as transações sejam feitas em suas respectivas moedas ao invés do dólar.