DA REDAÇÃO: Pecuaristas têm momento de recuperação no Centro-Oeste

Publicado em 20/06/2014 13:15 e atualizado em 20/06/2014 16:45 320 exibições
Boi: Situação dos pecuaristas é de recuperação depois do aumento dos custos de produção e do baixo valor que estavam sendo negociados pela arroba. O momento é de investimentos em qualidade. As exportações para Estados Unidos e China também trazem um equilíbrio para o mercado.

O momento atual dos pecuaristas na região Centro-Oeste é de recuperação após a perda de espaço do segmento para as lavouras, principalmente soja, do baixo valor de negociação da arroba do produto e do aumento dos custos para a produção no país.

Segundo Marcos da Rosa, vice-presidente do Sindicato Rural da Canarana (MT), a renda dos pecuaristas da região ainda não é a ideal, mas alguns fatores melhoraram o cenário deles. “Quando as escalas dos frigoríficos estavam muito avançadas, com menos de 20 dias, o preço negativo da BM&F perturbava o preço do físico. Hoje, isso não acontece mais. Então, acredito que seja o momento de investimento, principalmente para se produzir com qualidade”, disse Rosa.

“O avanço da pecuária sobre a agricultura tem propiciado a busca por novas tecnologias, que fazem com que o pecuarista consiga colocar mais cabeças por hectares”, falou o vice-presidente. A região leste do Mato Grosso – que vai de Barra do Garça até Vila Rica - é a segunda maior em produção pecuária do estado, com 800 quilômetros cortados pela BR-108. No local, praticamente todas as unidades de abate são do grupo JBS.

Segundo Rosa, a reposição está muito complicada, então uma das opções é colocar mais arrobas no pasto. Outro fator positivo é a melhora nas exportações. “Isso é o que tá promovendo esse equilíbrio. As exportações brasileiras estão indo bem em função de outros problemas, principalmente dos Estados Unidos, que somente agora voltou a fornecer para a China. Acho que a somatória disso tudo é que traz um equilíbrio ao mercado e o pecuarista tem de permanecer de olho nessas mudanças”, analisou.

 

Por:
Kellen Severo // Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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