DA REDAÇÃO: Soja tem leve queda à espera do relatório do USDA na segunda

Publicado em 27/06/2014 19:00 e atualizado em 27/06/2014 19:58 1168 exibições
Grãos: Às vésperas da divulgação dos relatórios do USDA sobre estoques e áreas plantadas com soja nos Estados Unidos, os contratos no mercado fecharam com leve queda no curto prazo e maior queda no longo prazo. A expectativa é de que um limite de baixa seja atingido na próxima semana.

Às vésperas da divulgação, na segunda-feira, do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre estoques trimestrais e áreas plantadas finais com soja no país, os contratos no mercado fecharam com leve queda no curto prazo e maior queda no longo prazo. 

A expectativa de que o país da América do Norte virá com uma safra de 100 milhões de toneladas vem mexendo com os contratos de maior prazo. “Pelo perfil do plantio deste ano, devemos confirmar a chegada de uma área recorde de soja no meio-oeste. E pelas boas projeções do clima, as chances de termos uma produção de cerca de 100 milhões de toneladas estão cada vez mais realistas do ponto de vista do agronegócio mundial”, disse Paulo Molinari, analista de mercado. 

Com essa confirmação, duas situações podem ser esperadas. O estoque da safra velha continuará segurando os preços no mercado à vista - para os contratos de julho e agosto - e a safra nova, que, se ficar acima dos 400 milhões de buschels de estoques trimestral, poderão até causar um limite de baixa na próxima semana, aponta o analista.

]A tendência é de que a próxima safra seja mais baixista, como já aconteceu nos últimos anos. “O contrato de julho, praticamente, trabalhou acima dos US$ 15 por buschel em todo o semestre. Ainda temos 60 dias de clima lá no meio-oeste (EUA), o que impede de afirmarmos que o mercado será totalmente baixista”, analisou Molinari.

Quanto ao relatório do clima para a região, a única alteração é com relação ao alto índice pluviométrico na parte norte da região norte-americana . “Devemos lembrar que em 2013 o excesso de chuvas e alagamentos de áreas plantadas foram muito maiores e, mesmo assim, as safras de milho e soja foram recordes no ano”, concluiu.

Milho
O milho fechou em alta na CBOT (Bolsa de Valores de Chicago) graças ao reflexo do trigo, que teve uma alta um pouco mais forte, e de alguns comentários de empresas de sementes, que afirmaram que o plantio de milho nos Estados Unidos terá uma área menor devido ao grande estoque de sementes nos armazéns. 

 

Por:
Roberta Silveira// Fernando Pratti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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