DA REDAÇÃO: Milho – Em Rio Verde (GO), colheita atinge 10% e fila de caminhões nos armazéns encarece o frete

Publicado em 09/07/2014 10:11 e atualizado em 09/07/2014 15:33 408 exibições
Milho: Colheita atinge 10% da área cultivada em Rio Verde (GO). Produtividade inicial está acima do projetado pelos produtores. Porém, preços estão mais baixos em torno de R$ 18,00 a R$ 17,00 a saca. Fila nos armazéns encarece os fretes e já começa a preocupar os agricultores.

Na região de Rio Verde (GO), a colheita do milho safrinha já atinge 10% da área cultivada até o momento. Por enquanto, a produtividade média das lavouras está acima do esperado pelos produtores rurais da localidade.

De acordo com o produtor do município, Maicon Aissa, as chuvas contribuíram para o bom desenvolvimento das plantações. Ao contrário do que aconteceu com a cultura da soja, que na localidade registrou perdas devido à ausência de chuvas e as altas temperaturas. 

Pragas 

Durante o desenvolvimento do milho, os produtores rurais enfrentaram problemas com o aparecimento de pulgões nas plantas. “O agricultor estava mais atento ao manejo de pragas, porém, a cada safra ele aparece mais cedo. Esse ano, nós tivemos problemas com os insetos, mas não foi em grande escala”, afirma Aissa.

Preços do milho

No momento, a grande preocupação dos agricultores é em relação aos preços do cereal, que despencaram no mercado interno. As cotações têm sido pressionadas pelo avanço da colheita da segunda safra em importantes regiões produtoras do país. 

Em Rio Verde (GO), alguns negócios foram feitos anteriormente entre R$ 20,00 a R$ 20,50. Agora, os preços giram em torno de R$ 18,00 a R$ 17,00, valores, que na visão do produtor, deixa uma margem ajustada aos agricultores.

Aumento no frete

Além disso, os valores dos fretes já estão mais altos. Nos armazéns, as filas de caminhões estão entre 2 a 3 dias. Com isso, são cada vez maiores os investimentos em silo bag, que pode ser uma solução em curto prazo. 

“Os armazéns não têm capacidade para receber a produção e, com os preços mais baixos, a estratégia do produtor rural será segurar o produto à espera de melhores oportunidades”, destaca Aissa. 

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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