DA REDAÇÃO: duras fiscalizações nos cafezais desmotivam a contratação do trabalhador agrícola
Radicais inseridos no Ministério do Trabalho estão se organizando para fazer fiscalizações nos cafezais. Segundo o presidente da Associação dos Sindicatos dos Produtores do Sul de Minas Gerais (Assul), Arnaldo Bottrel, em entrevista ao apresentador do Mercado & Companhia, João Batista Olivi, essas atitudes só visam beneficiar um lado, o do trabalhador.
“Estamos fazendo protesto aqui. Estivemos em uma audiência pública para falar sobre trabalho escravo e cuidados com o trabalhador agrícola e constatamos que era uma audiência política e interesseira. A imprensa, por sua vez, só divulgou notícias para um lado, o do empregado, inclusive, só foi convidado um sindicato para estar presente”, disse ele.
Segundo Bottrel, esse tipo de medidas desestimula a contratação de mão de obra e João Batista aponta para um cenário de alto desemprego no Brasil. “O trabalho do agricultor vai desaparecer. Nos cafezais de montanha, a mão-de-obra humana já está sendo substituída por maquinário. Essa é a tendência por conta dos rigores da lei”, detalhou o presidente da Assul.
Em contrapartida, os cofres públicos devem ser abastecidos em um futuro próximo com o dinheiro advindo da negociação do café brasileiro, principalmente por conta da indicação na quebra da safra que deve elevar os preços. “A quebra é assustadora. Todas aquelas previsões e estudos divulgados vão ser piores ou no mínimo aquilo mesmo”, explicou Bottrel, que concluiu: “a safra já está terminando. Já foi colhido mais de 55% do café, enquanto que no ano passado esse número estaria em 40%, ou seja, a quebra vai ter um resultado assustador”.