DA REDAÇÃO: Milho – Em Balsas (MA), colheita atinge 70% e preços estão abaixo do valor mínimo fixado pelo Governo

Publicado em 31/07/2014 17:52 e atualizado em 01/08/2014 11:07 1623 exibições
Milho: Colheita da safrinha alcança 70% na região de Balsas (MA). Produtividade média gira em torno de 80 sacas por hectare. Preços da saca do cereal estão abaixo do valor mínimo fixado pelo Governo, de R$ 21,00 e representantes do setor já solicitaram às autoridades operações que contribua para o escoamento da produção. Na safra de verão, maior investimento deve ser feito na cultura da soja.

Na região de Balsas (MA), a colheita do milho safrinha alcança 70% da área cultivada, cerca de 200 mil hectares. E com o clima favorável, a produtividade média das plantações gira em torno de 80 sacas do grão por hectare, porém, em algumas microrregiões, o rendimento das lavouras chega até 130 sacas por hectare.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato Rural do município e presidente da Aprosoja (MA), Isaías Soldatelli, assim como em outras regiões do país, na localidade os produtores também se preocuparam com a utilização do milho Bt. “Com isso, temos um aumento nos custos , uma vez que a tecnologia não funciona, é realmente complicado”, destaca. 

Nesse momento, outra apreensão do agricultor é em relação aos preços da saca praticados na cidade. Com o avanço da colheita, as cotações estão mais baixas, inclusive são menores do que o valor mínimo fixado pelo Governo Federal, de R$ 21,00 a saca. 

“Nesse patamar, é inviável a negociação. Nós, também tivemos em Brasília para solicitar ao Governo mecanismos que possam contribuir com a comercialização do produto. Realmente, nesses valores não remuneram os agricultores. Consequentemente, as negociações estão travadas e o produtor que tem milho na lavoura está enviando aos poucos armazéns que existem”, explica.

Safra 2014/15

Até o momento, cerca de 70% dos produtores já adquiriram os pacotes para a próxima safra e o investimento maior deve ser feito na cultura da soja. “Por enquanto, as quedas não mercado internacional não desestimula o produtor, mas não notamos uma sinalização de redução na tecnologia, os prêmios estão positivos e os produtores estão buscando negociar melhor”,  destaca Soldatelli.

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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