DA REDAÇÃO: Safra 2014/15 – Com custos mais altos em 12%, comercialização antecipada da soja está lenta em Cascavel (PR)

Publicado em 27/08/2014 10:38 e atualizado em 27/08/2014 17:48 346 exibições
Safra 2014/15: Custos de produção estão 12% mais altos na região de Cascavel (PR). Já as vendas antecipadas da soja seguem lentas. Na próxima safra, a área deverá ser cultivada com a oleaginosa e produtores deverão reduzir área de milho. No caso do cereal, preços são de R$ 18,50 a saca e negócios são pontuais.

Os custos de produção estão 12% mais altos em relação à safra anterior na região de Cascavel (PR). E com a queda nos preços futuros da soja no mercado internacional, os produtores rurais estão mais cautelosos em relação à venda antecipada, segundo relata o agricultor da localidade, Jurandir Lamb.

“Não temos oferta de mercado futuro para a soja, alguns até conseguiram fechar alguma coisa, mas são poucos. Acredito, que o preço da oleaginosa pode recuar para R$ 45,00, diante da safra cheia nos EUA e da perspectiva de aumento de produção no Brasil também”, destaca Lamb.

E caso, a cotação chegue a esse patamar, o produtor sinaliza que a margem de lucros aos produtores brasileiros ficará ajustada.  Com isso, a expectativa é que os agricultores reduzam os investimentos. Para a próxima temporada, a área deverá ser destinada à soja, já que a queda no preço do milho tem desanimado os produtores.

“Teremos um recuo de 60% na área do milho em comparação com a safra anterior, que também apresentou uma redução”, diz Lamb. A situação é tão preocupante que os agricultores estimam uma queda na área destinada ao milho na próxima safrinha. “A opção deverá o trigo ou aveia para a cobertura do solo”, afirma o produtor.

Atualmente, a saca é cotada a R$ 18,50 na localidade e alguns negócios pontuais são realizados. Ainda assim, na visão do produtor, a margem aos agricultores fica ajustada com esse nível de preço e o ideal seria que a cotações chegasse a R$ 23,00 a saca.

Trigo 

As chuvas registradas no início da semana não comprometeram o desenvolvimento das lavouras do cereal na localidade. Algumas plantações apresentam doenças foliares, porém, os agricultores têm realizado o monitoramento das plantas.

Banco

Além das preocupações com o clima e a safra, o produtor diz que os agricultores que fizeram a aquisição de máquinas não tiveram o valor liberado pelo banco. “Comprei uma plantadeira e encaminhamos o pedido ao Banco do Brasil via BNDES, isso já faz 30 dias e até agora o pagamento não foi autorizado. Já assinei os papéis, mas o Banco não pagou a empresa em que eu comprei a máquina”, finaliza Lamb.

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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