DA REDAÇÃO: Trigo - Com excesso de chuvas, produtores de Fraiburgo (SC) devem estar atentos ao aparecimento de doenças

Publicado em 29/09/2014 11:55 e atualizado em 29/09/2014 16:07 445 exibições
Trigo: Em Fraiburgo (SC), chuvas de mais 100 mm podem prejudicar lavouras de trigo. Produtores devem estar atentos ao aparecimento da giberela e brusone nas plantações. Preços giram em torno de R$ 30,00 a saca, contra R$ 44,00 registrado no ano anterior. No caso do milho, área cultivada é de 40%. Custos de produção são de R$ 2.500 por hectare e saca é cotada a R$ 20,00.

Na região de Fraiburgo (RS), o excesso de chuvas já preocupa os produtores de trigo, uma que a cultura está em fase de enchimento de grãos. Isso porque, nos últimos dias, as precipitações ultrapassaram 100 mm e as previsões climáticas apontam para mais chuvas nos próximos dias. 

Com isso, o produtor rural e engenheiro agrônomo da região, Ricardo Chechi, destaca que, os agricultores devem estar atentos ao aparecimento de doenças como giberela e brusone. “É que preciso que seja feito um trabalho preventivo, pois a giberela, por exemplo, depois de instalada apresenta difícil controle. E, com isso, pode gerar uma perda entre 10% a 15% na produtividade, sem contar, as perdas em relação à classificação do cereal”, afirma.

Além disso, outra preocupação é em relação à comercialização do produto. No ano anterior, os preços giravam em torno de R$ 44,000, já nesta safra, o valor caiu para R$ 30,00. Consequentemente, os agricultores que não conseguirem atingir uma produtividade entre 45 até 50 sacas por hectare, poderão ficar com a margem ajustada, conforme sinaliza o produtor rural.

Milho

No caso do milho, as chuvas excessivas paralisaram o plantio, que até o momento atingia 30% a 40% da área estimada. E a semeadura deve ser finalizada entre o dia 15 a 20 de outubro, mas com as precipitações, os trabalhos nos campos poderão ficar atrasados.

Porém, com o solo argiloso da região, serão necessários de 4 a 5 dias sem chuvas, para que os agricultores consigam dar continuidade ao cultivo do grão. Nesta safra, com os preços mais baixos, em torno de R$ 20,00 pela saca do produto, e os altos custos de produção, de R$ 2.500,00 por hectare, a área destinada ao cereal recuou 10%.

O mesmo aconteceu com a cultura do feijão que também perderá 10% da área nesta safra. Ambas as áreas serão destinadas para a cultura da soja, que apresentará um crescimento de 20%.

Apesar do aumento na área, a comercialização segue como principal preocupação ao produtor de soja neste momento. Em anos anteriores, nesse período, cerca de 30% a 40% da produção já havia sido negociada, mas com os preços em patamares mais baixos, a comercialização antecipada não ultrapassa 10% nesta safra. “Com os negócios travados, não há nenhuma referência de preços para a região. Anteriormente, o valor oferecido era de R$ 48,00 pela saca”, finaliza o produtor rural.

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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