DA REDAÇÃO: Soja – Em Sinop (MT), produtores paralisam plantio devido à falta de chuvas

Publicado em 09/10/2014 11:35 e atualizado em 09/10/2014 16:55 333 exibições
Safra 2014/15: Em Sinop (MT), produtores paralisam o plantio da soja devido à falta de chuvas. A localidade não recebe precipitações há 8 dias e as previsões indicam o retorno das chuvas a partir do dia 20 de outubro. Em algumas regiões, os agricultores terão que fazer o replantio das áreas. E negociações antecipadas estão travadas. No milho, valor é de R$ 10,50 a saca e cereal permanece estocado no silo bolsa.

Com 8 dias sem chuvas, os produtores rurais de Sinop (MT) paralisaram o plantio da soja da safra 2014/15. E nesse momento, a grande preocupação é em relação às previsões climáticas que apontam que as precipitações devem retornar à região apenas depois do dia 20 de outubro. Caso a situação se confirme, poderá comprometer as áreas que já foram semeadas.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato Rural do município, Leonildo Barei, já é possível falar em atraso no plantio da soja. “A preocupação é que as áreas terão que ser replantadas e também podemos perder a janela ideal de plantio do milho safrinha. Vamos torcer para que as chuvas cheguem rapidamente”, ratifica. 

Além disso, com os custos mais altos, em torno de 20% e os preços mais baixos, os produtores irão depender ainda mais da produtividade das lavouras para garantir uma margem positiva nesta safra. “Tivemos uma redução de quase 40% nos valores da soja e a projeção é que esse preço alcance R$ 35,00 para a nossa região, mas os negócios não estão sendo feitos. O produtor e as revendas que não travaram estão com sérios problemas. E imagine começar o plantio com uma seca”, explica Barei.

Milho safrinha

A safrinha de milho também é uma incerteza na localidade, devido ao atraso no cultivo da soja, mas também pelo cenário atual. Em Sinop (MT), ainda há muito cereal armazenado em silo bolsa, isso porque, os valores da saca giram em torno de R$ 10,50 a R$ 11,00, bem abaixo do valor mínimo para o estado, de R$ 13,52 a saca.

Inclusive, essa foi uma das reivindicações do setor, para que o preço mínimo do milho do Mato Grosso fosse revisado. “Esse preço mínimo, segura o mercado para baixo, tirando a rentabilidade, impedindo o produto de ser competitivo. E também temos um custo de produção alto, em torno de R$ 14,00 a R$ 15,00, então se não fizermos uma média de 100 sacas por hectare, temos prejuízos, já que os valores praticados não cobrem os custos”, diz o vice-presidente. 

Diante desse cenário, Barei destaca que esse ano deve ser de muito cuidado aos produtores rurais. “Devemos evitar fazer dívidas e travar parte dos custos, mesmo com preços baixos, para não ficarmos expostos. Também é preciso controlar os custos e gastos para balancear a situação”, finaliza Barei.

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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