EXCLUSIVO: Mercado climático obriga cadeia agrícola a recalcular custos e produção de milho

Publicado em 20/09/2010 13:34 e atualizado em 20/09/2010 16:00
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Milho: cotação para janeiro (base Campinas) superam 28 reais a saca na BM&F. Seca na Europa e geadas na China impulsionam o mercado, fazendo com que o agronegócio refaça seus cálculos de custos e produção já para o plantio de verão.

 

As cotações do milho vêm surpreendendo o mercado e hoje já supera R$ 28,00 a saca na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), vencimento janeiro de 2011, na base Campinas. Fundamentos giram em torno do temor sobre a escassez do produto para os estoques globais, onde geadas na China, seca na Europa, menor produtividade de milho nos Estados Unidos e risco do La Niña para a safra 2010/11 na América do Sul impulsionam o mercado, fazendo com que o agronegócio refaça seus cálculos de custos e de produção para os próximos plantios.

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Segundo o analista da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, o setor que mais será afetado dentro da cadeia agrícola será o de carnes, principalmente de frango e suínos, que com o aumento no preço do cereal que compõe a ração dos animais fará a indústria de carne estimular o plantio da safra de inverno.

 

Aos produtores de milho que ainda possuem estoques, o analista aconselha a continuar vendendo o produto em parcelas a fim de melhorar a média de preços, bem como, alimentar o capital de giro para a próxima safra que começa a ser plantada em breve. Para ele, é possível que o produtor do centro-sul repense sobre uma decisão de plantio equilibrado e apostar na produção de milho nas safras de verão e inverno.

 

Galvão estima tranqüilidade aos estoques globais de milho até meados do segundo trimestre de 2011, quando o cenário de oferta e demanda terá a definição da safra americana recorde, mas insuficiente para atender a demanda; a Europa com sua produção local comprometida e a América do Sul que começa a plantar a safra 2010/11 atrasada. Serão seis meses de bastante volatilidade para o milho no mercado global, afirma.

Fonte: Redação NA

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