EXCLUSIVO: Excessivos leilões do Governo podem causar risco de abastecimento para população, diz Câmara Setorial

Publicado em 23/09/2010 19:21
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Milho: Deverá faltar grão para abastecer o consumo interno da população! Leilões em abundância pediam apoio político da agricultura, afirma Câmara Setorial. Setor exportador pode exigir padrão de qualidade do cereal.

 

A situação para o milho no Brasil enfrenta gargalos seriíssimos em toda a sua cadeia produtiva. Por anos, os produtores sofrem sem remuneração ou por serem capazes de produzir demais o alimento. Agora, a situação está invertida: o Governo interveio com leilões para escoar o excedente dos armazéns e existe quebra na safra norte-americana aponta falta de produto para o mundo.

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De fato, os leilões do Governo colaboram para dar ao produtor o direito de receber ao menos o preço mínimo sobre o seu trabalho. São quase 12 milhões de toneladas que se destinam às exportações. No entanto, a Câmara Setorial acredita que a abundância de dinheiro gasto com o setor fora em mérito ao apoio político do ano eleitoral. Antes, menos de 3 milhões de toneladas era adquirida pelo Governo.

 

Por outro lado, os estoques de passagem deste Governo para atender o consumo interno está baixíssimo, com aproximadamente 5,5 milhões. Segundo o presidente da Câmara Setorial, Sebastião Gulla, serão 12 milhões exportados às vésperas de início de plantio que, em especial este ano influenciado por <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />La Niña, pode ser comprometido, enquanto 5,5 milhões de estoques são insuficientes para o mercado doméstico.

 

Para Gulla, se houver frustração de safrinha de milho, o que resta a população é rezar.

 

Padrão de qualidade para o milho

Uma iniciativa apresentada pelo Governo impõe aos produtores de milho um padrão de qualidade para destinar o cereal à exportação. Pegos de surpresa, a Câmara Setorial entrou com um pedido para estender o prazo limite para adequação dos produtores. A decisão já preocupa pequenos agricultores.

Fonte: Redação NA

1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    As afirmações do presidente da câmara setorial do Milho são a prova de que "pequenas regulagens" na oferta implicam em grandes mudanças nos preços. A desgraça brasileira, implantada por aquele tal de Ulisses Guimarães em 1988 faz com que o ´"rito processual" seja mais importante do que o mérito da questão. Portanto, párem de apresentar argumentos com base no mérito para criticar erros de procedimento rituais.... é óbvio e ululante o que sempre dissemos: o PEP é um instrumento indadequado para escoar a produção quando esta está em excesso, exceto (com o perdão da redundância] quando destinar-se à exportação. Para os demais casos é PEPRO ou AGF... este ultimo limitado pela falta de vontade dos agricultores credenciarem seus Armazéns na CONAB ( É preciso constituir Pessoa Juridica) e isto não querem fazer...porque os agricultores acham que sendo Pessoas Juridicas perdem a capacidade de sonegar os impostos.... e, pior, não deixam de ter razão!

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