EXCLUSIVO: Demanda somada ao risco na produtividade e dólar baixo resultam em altas para soja

Publicado em 24/09/2010 13:30 e atualizado em 24/09/2010 14:25
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Soja: cotações se recuperam em Chicago com forte demanda da China e possibilidade de quebra de produtividade no leste do cinturão de grãos dos EUA. Dólar baixo faz fundos especulativos investirem em compras de commodities agrícolas.

 

Enquanto o milho e o trigo tiveram um dia de realização de lucros ontem (23) na Bolsa de Chicago, a soja se manteve em alta e continua esse movimento hoje após dados sobre as exportações virem acima do esperado pelo mercado. Chuvas fortes na madrugada de hoje em Minnesota, leste do cinturão de grãos dos Estados Unidos, colocam em risco até 20% da soja em fase de maturação.

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Na divulgação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, sigla em inglês), o relatório apontou que nesta semana a China importou aproximadamente 1 milhão de toneladas de soja, sendo pouco mais de 800 mil dos norte-americanos. Somada a possibilidade de perda da oferta, o mercado tende a precificar novos patamares de preços para a oleaginosa que pode bater os 12 dólares por bushel.

 

Porém, o analista de mercado da NewEdge Corretora, baseado em Chicago (EUA), Vinicius Ito explica que outro fundamento eleva a cotação das commodities, em especial as agrícolas no mercado internacional: o dólar. A moeda se desvaloriza frente as principais moedas do mundo, fazendo com que fundos especulativos de mercado invistam em compras das commodities.

 

Segundo ele, a expectativa financeira gira em torno de que a possibilidade do dólar atualmente baixo possa inflacionar ganhos no futuro. Como a soja respeitou sempre seus níveis de oscilação, é possível agora chegar aos 12 dólares em Chicago.

Fonte: Redação NA

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