EXCLUSIVO: Consultoria prevê aumento de área em soja, menor em milho e lucratividade garantia para o produtor brasileiro

Publicado em 26/10/2010 13:44 e atualizado em 26/10/2010 16:22
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Soja: Safras & Mercado estima aumento de 3% da área plantada com soja no Brasil atingindo 24 milhões de hectares. Devido ao La Niña, a produtividade ainda está indefinida, mas a lucratividade deverá aumentar de 20 a 30% em relação à safra passada.

 

Enquanto o Banco Morgan Stanley e o Rabobank fazem projeções para preços da soja acima de US$ 12,50 o bushel no início do próximo ano, as cotações seguem firmes conforme apontam os fundamentos do mercado, entre eles, possíveis perdas em produtividade das safras sul-americanas influenciadas pelo fenômeno climático La Niña. Apesar de indefinida, a lucratividade dos produtores brasileiros deve aumentar em até 30% com relação à safra passada.

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Outro principal fundamento é a demanda muito aquecida da China pela oleaginosa. Até o ano comercial finalizado em setembro passado, o país importou 52 milhões de toneladas do mundo inteiro, 9 milhões a mais o que em 2009. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos prevê que no próximo ano comercial a China importe 55 milhões de toneladas.

 

No Brasil, a agência Safras e Mercado divulga um relatório sobre o andamento das safras no país e estima um aumento de 3% na área plantada com soja, atingindo 24 milhões de hectares cultivados antes os 23,3 milhões do ano passado. Porém, devido ao La Niña, a produtividade ainda está indefinida, mas a lucratividade deverá aumentar entre 20 e 30% com relação à safra anterior.

 

Flávio França, analista da Safras e Mercado, avalia que a produtividade da soja passe de 67,7 milhões de tonelada em 2009 para 68 milhões de toneladas. Em compensação, por causa do atraso das chuvas, haverá redução das áreas plantadas com milho.

 

Segundo ele, 2011 pode ser um ano em que o produtor brasileiro volte a ter lucratividade no seu trabalho já que as cotações médias da Bolsa de Chicago seguem com tendência de alta, assim como os prêmios nos portos brasileiros se mantém altos porque já incorporam o risco climático no valor e a expectativa é para que a taxa de câmbio volte a competitividade dos mercados.

Fonte: Redação NA

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