EXCLUSIVO: Preços oscilam com medidas adotadas pela China para conter a inflação
As medidas que o Governo chinês vem tomando para conter a inflação no país fazem as cotações das commodities agrícolas na Bolsa de Chicago (CBOT) oscilarem hoje após encerrar a sexta-feira (19) com forte queda. Sinais apontam que a China pode continuar diminuindo suas compras na virada do ano, o que manterá o mercado bastante pressionado.
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Para João Birkhan, diretor da CentroGrãos, o mercado passará por uma “barrigada”, com queda nos preços de pouco mais de 1 dólar por bushel da soja e a recuperação poderá chegar apenas em fevereiro, mesmo período em que o Brasil começa a sua colheita. Vale o contrário se as safras da América do Sul sofrerem qualquer problema climático influenciado pelo La Niña.
Ele lembra que o fundamento de estoques internacionais mais baixos, demanda chinesa e riscos climáticos na América do Sul não permitem que os preços das commodities despenquem tanto na CBOT. O repique nos preços já está, de certa forma, precificado nos atuais patamares.
Leilões de venda
Na próxima quinta-feira (25), a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realizará mais um leilão para venda de milho a fim de dar liquidez aos seus estoques e segurar os preços internos do grão.
No leilão da última semana, a Conab apenas liquidou 70% das 317,7 mil toneladas ofertadas e os compradores reclamaram do preço alto do produto nas regiões sudeste e sul do Brasil. Os preços de abertura devem seguir a mesma linha do leilão passado.
Birkhan explica que quase o total ofertado no Mato Grosso fora vendido, pois com as intervenções de PEP (Prêmio para Escoamento do Produto) que o Governo realizou durante o ano escoaram parte do produto que agora falta às indústrias.