EXCLUSIVO: Soja mantém tendência altista no mercado das commodities com risco climático na Argentina e consumo chinês
Os preços da soja continuam com a tendência altista no mercado de compra de commodities agrícolas, firmado com expectativa de perda na safra argentina, influenciada pelo clima seco que o fenômeno climático La Niña traz ao pampa úmido no país. Apesar de maior comprador do mercado, o Governo chinês pode aumentar suas taxas de juros e modificar os preços a qualquer momento.
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Liones Severo, analista de mercado da Chinatex, contesta a perspectiva do banco Goldman Sachs sobre as cotações da soja alcançar os 14 dólares por bushel, uma vez que, os países da zona do euro enfrentam uma crise financeira e são os segundos maiores consumidores da oleaginosa do mundo. Para ele, é preciso que o mercado tenha a percepção de que mesmo com a alta do grão, é preciso que exista resistência para pagar o preço pelo produto a ser consumido.
Por outro lado, o mercado sustenta riscos de quebra, mais fortes do que a possibilidade de a China aumentar sua taxa de juros, como a forte posição comprada dos fundos especuladores nas bolsas e a redução do consumo com o patamar mais elevado da soja no mercado internacional.
Para o produtor brasileiro, o analista acredita que ele já tenha se preparado e fixado suas vendas para obter rentabilidade aos maiores preços que o ano registro no mercado futuro da bolsa. Severo estima que, com a crise na Europa, o mercado possa recuar no curto prazo, mas volta a trabalhar ao patamar de 13 dólares por bushel em breve.