EXCLUSIVO: USDA conservador não equilibrou a oferta baixa com a demanda aquecida
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgou hoje seu relatório mensal de oferta e demanda, considerado muito conservador para o mercado. O informe não abrangeu as compras e o consumo aquecido da China, equiparado à situação dos estoques extremamente baixos dos norte-americanos.
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O USDA manteve a estimativa de produção da soja para as safras dos Estados Unidos, Argentina e Brasil, mas reduziu em meio milhão de toneladas seus estoques finais. Para o milho, elevação na produção do Leste Europeu e estoques maiores para o trigo, com aumento das safras no Canadá e Austrália.
Para Carlos Cogo, da Consultoria Agroeconômica, houve desacordo entre a oferta e a demanda dos grãos em momento que é registrado um acumulado de janeiro a novembro deste ano o crescimento de 31,2% no volume de importações da China. Ou seja, o ritmo de embarques divulgado fora de 13,8% contra a projeção de aumento de consumo do país asiático para a safra de soja 2010/11 em 15,8%.
É possível então que o próximo relatório mensal de oferta e demanda tenha novamente seus números revisados. Principalmente porque a Argentina pode comprometer a produção na América do Sul, pois sofre com a influência do fenômeno climático La Niña, nota fundamental para a sustentação dos preços da oleaginosa na Bolsa de Chicago.