EXCLUSIVO: Poucos negócios neste final de ano derrubam os preços no mercado interno
Conforme o ano vai se encerrando, é possível perceber que os negócios começam a diminuir no Brasil, acompanhando muita volatilidade no mercado internacional. A soja trabalha hoje em terreno negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), com poucos negócios, mas patamares devem se sustentar com demanda chinesa mesmo com medida para controlar a inflação no país. Em território brasileiro, a situação dos produtores de feijão continua se complicando, com excesso de oferta e preços em queda.
Segundo o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a seca no período de plantio, entre julho e setembro, atrasa a colheita que é feita agora, momento de festas e finalizações de final de ano não atrai consumo. O feijão carioca na região sudeste é comercializado hoje entre R$ 70,00 e R$ 90,00, metade do valor há um mês. O feijão preto do sul trabalha entre R$ 55,00 e R$ 75,00, pago em média ao produtor cerca de R$ 65,00.
A expectativa para o começo do ano de 2011 ao menos é otimista, pois concentra época da colheita e a oferta em maior quantidade. Ou seja, o produtor que precisa vender o seu feijão enfrentará período de férias escolares somada a elevação da oferta, o que não permite reação do mercado.
Para piorar a situação, o Brasil importa feijão preto da China, o que trava mais a comercialização e a falta de preços ao produtor brasileiro. Para Brandalizze, é preciso que o Governo tenha uma política de liberação para a importação que favoreça o Brasil e não deixe o país a mercê do dólar que tira a concorrência interna do grão. Com isso, IBGE aponta que consumidor brasileiro está comendo menos feijão.