EXCLUSIVO: Demanda e clima seco na Argentina elevam as cotações da soja
As cotações da soja voltam a subir na Bolsa de Chicago (CBOT) com compras firmes da China que antecipa o consumo do seu Ano Novo Lunar. Mercado está muito preocupado com a irregularidade das chuvas sobre o pampa úmido da Argentina, fundamento principal para a sustentação dos preços no mercado internacional
Ainda ontem (16), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de vendas semanais e os números para a soja vieram muito abaixo do que o mercado esperava, apontando para uma diminuição no ritmo de compras. O volume de negócios começa a perder ritmo em decorrência das festividades de final de ano.
Glauco Monte, consultor da FCStone, explica que em função deste último relatório ter sido baixista, é preciso estar atento para os próximos indicativos sobre oferta e demanda. A Informa Economics divulga hoje uma projeção sobre as áreas a serem plantadas na próxima safra norte-americana. A soja não pode perder em área para não comprometer a demanda aquecida do mundo, bem como, as áreas plantadas com milho precisarão crescer.
Como o clima na Argentina é uma incógnita quanto à produção final, atualmente é o principal fundamento ao qual o mercado volta sua atenção. Não há previsão para chuvas nas áreas de cultivo de soja no país pelos próximos dias. No Brasil, o desenvolvimento das plantas acontece dentro da normalidade.